Siegfried Kreutzberg

 




"A Musa do Verão Carioca"
téc: mista - 25x36 - ano 1997







"Oferenda à Iemanjá"
téc: mista - 70x50 - ano 1998

 









"A Árvore da Vida Indígena"
téc: mista - 70x50- ano 1999





"Festa Indígena"
téc: mista - 40x35 - ano 1998



"Candomblé na Praia - BA"
téc: mista - 70x50 - ano 1998

 



"Tapi caçando Sururijú"
téc: mista - 50x65 - ano 1998

 




Arte Naïf Ingênua


Siegfried Kreutzberg


Originada na Arte Plástica Pré-histórica, 40 à 45.000 anos A.C. a arte Naïf é a arte mais antiga, pura, ingênua e anti naturalista.
Posteriormente substituído por outras artes do estilo acadêmico, impressionismo, expressionismo, surrealismo e cubismo, a arte Naïf caiu em desuso muito pelas rupturas estéticas da arte européia, que necessitavam de veículos mais ágeis e flexíveis. As apresentações anti-naturalista da idade pré-histórica, tinha perdido por muitos séculos seus valores da criação e expressividade. Assim esta arte durante muitos séculos, essa forma de expressar-se transformou-se numa arte perdida no tempo.
No século XX com a Renascença, descoberta do pintor francês Henrie Rousseau, também conhecido como Douanier Rousseau, e dos primeiros estudos mais profundos da arte Naïf pelo alemão Wilhem Uhde, que trabalhava na França foram projetadas as obras de Seraphine, a pintura mística com flores de Camille Bombois e de Louis Vivin.
Além disso outros Naifs da qualidade foram descobertos nos EUA, na Itália, na Alemanha, sobre tudo na Iugoslávia, aonde uma escola de
Artistas Pintores sobre Vidro desenvolvesse em torno de Ivan Generalic, a arte Naïf se desenvolveu aqui no Brasil com vários mestres reconhecidos internacionalmente, como Antônio Poteiro, Djanira, Heitor dos Prazeres, Gérson, José Antônio da Silva, Iracema Arditi, Maria Auxiliadora, Waldemiro de Deus, Chico da Silva e Outros.
Todos esses artistas plásticos com suas obras que formam a sua
linguagem, tem um estilo, um componente técnico indispensável a sua produção.
Eu mesmo, em minhas pinturas recentes da forma autodidata, faço o uso desta arte perdida.
As primeiras obras descobertas e conhecidas dos Continentes Europeus, Africanos, Latino Americanos e Australianos apresentam em si, unindo o simbolismo mágico da forma ingênua e natural.
Esta forma da pintura Naïf, traz a luz, o significante e o significado que ungido na poesia desta arte perdida, provoca o encontro, sempre bem vindo, da criação, expressão e percepção própria.
Por suas características e frescor pictórico, o pintor estilo Naif, sua arte Naïf ou seja, um pintor ingênuo fazendo uma arte ingênua, é visto como um anti naturalista.
Isto é, não pretendo retratar a realidade tal, como ela é, mas como ele a vê.
Quando cria na tela a imagem de uma árvore, simplifica o conjunto, destaca os galhos e pinta folha por folha de forma não acadêmica, altera as proporções dos diferentes elementos de seus temas.
Registra as formas anatômicas com total liberdade. As cores são
utilizadas ao seu bel-prazer, sempre sem compromissos com as cores naturais de seus motivos, mas mesmo assim, sempre bem
harmonizados.
Esta pintura, este estilo é figurativo, narrativo, conteudista e temática.
As pinturas Naïf sempre tiveram e tem um perfil semelhante ao
parágrafo acima mencionado.
Aqui no Brasil são mais conhecidas como primitivos, embora outras denominações estão sendo propostas: instintivos, primitivo moderno, para diferenciar sua arte dos povos primitivos, nativos, dos flamengos e italianos anteriores à 1400 da arte africana insitos, ingênuos.
Pela presente mostra, ante naturalista, desvinculada da escola e
preceitos acadêmicos, a arte ingênua e primitiva é exemplo dos conceitos, que afirmei nessa narração.
Esta arte Naïf não é a arte popular, sobre ponto de vista da produção, mas mantém intensa relação com o cotidiano, em cenas populares e pitorescas, traduzidas em cores policromos e formas descabidas, longe da representação real, mas que conseguem ser significativas, tanto aos
eruditos, quanto aos leigos que as apreciam elogiam ou criticam.
No estilo da minha pintura, não gosto muito de pintar o rosto das pessoas porque nesse universo tão grande, um rosto não diz muito é anônimo.
Mas quando pinto um rosto o ponto mais forte são os olhos, pois são eles que nos permite ver a beleza neste mundo.
Que tristeza para as pessoas cegas, impossibilitadas de enxergar as maravilhas deste mundo.
Quero apresentar com esta narração, meus pensamentos sobre a
demonstração desta arte com algumas de minhas obras.
As vezes não adianta a pessoa ser amorosa, compreensiva, flexível, colaboradora, etc. se ela está em um meio que não ressoa nestas vibrações. Seria o mesmo que eu queria oferecer uma exposição de pintura para os cegos do instituto de cegos.
Por mais que fosse minha benevolência, compreensão, colaboração, espírito solidário eu nunca faria um cego entender e perceber minha obra, eu estaria no meio errado e seria mesmo uma grande burrice fazer uma coisa desta. Não é?
Eu não estou me referindo aos predicados extras, que um cego tem, que as vezes são superiores mil vezes do que daqueles que enxergam.
Eu não estou especulando a respeito das qualidades de um ser humano que não pode enxergar, eu estou exemplificando o fato de querer atingir a uma escala das pessoas que sabem pelo fato a elogiar ou criticar uma obra, que existe tal forma de observação.
No trabalho artístico encontra-se o respeito e o amor de cada um de nós para com o próximo.
Assim conseguimos a comunicação sem barreiras, sem fronteiras dos idiomas e sem preconceitos.
O idioma a linguagem da arte, os povos no mundo inteiro entendam esta linguagem.
Não procuro guiar-se apenas pelo gosto não gosto, deixe que o quadro o observe, pois, sendo a pintura é uma linguagem de comunicação visual, a ela cabe comunicar-se com você, e não você com ela.
Deixe de interrogar a toda hora quando estiver em frente de um quadro que quer dizer isso?
A linguagem da pintura são as formas, criatividades, expressões e
conteúdos que o próprio artista sente pela alma dele.
A linguagem da pintura, o conteúdo são as formas da criatividade e da expressão do pintor cada um reflete mundos próprios impossíveis de serem imitados.


Cabo Frio, 17 de Maio de 2000.

Siegfried Kreutzberg


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