por Oscar D'Ambrosio


 

 


Viviane Padin

 

Técnica sutil e delicada

 

O universo da caneta esferográfica é repleto de sutilezas e de um tom menor delicado, numa espécie de sinfonia de traços e cores marcada pelo detalhe e pelo pequeno. Isso não a torna uma arte menor, mas sim um universo especial, regido pelo cuidado e pela paciência.

A artista plástica Viviane Padin tem como marca registrada uma devoção pelas curvas e pela art nouveau. Isso significa uma proporcional devoção pela maneira de construir imagens nas quais o primeiro plano, geralmente uma figura reconhecível, assim como os fundos, com padronagens por ela criadas, dialogam entre si..

Padin trabalha com a mesma desenvoltura séries de animais, como colibris e libélulas ou cartões postais temáticos com os principais países do mundo. Seu trabalho exige duas leituras: de perto, observa-se um fazer refinado. A uma distância um pouco maior, o conjunto ganha destaque como autônoma realização artística.

A construção de certos trechos exige às vezes o uso de cinco cores de canetinhas para se chegar ao que se almeja. Tal nível de esforço e dedicação no processo de criação não só valoriza cada trabalho como o torna um denso mergulho na técnica escolhida por Viviane Padin para oferecer a sua interpretação do mundo.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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  Um leve zunido
pintura com esferográfica 60x42 cm 2008

Viviane Padin

 

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