por Oscar D'Ambrosio


 

 

 

Stevenson Moschini

 

A santa insatisfação

 

A arte é, de uma maneira ou de outra, dependendo do artista, sempre uma expressão de um eu em relação a um mundo circundante. Ela se revela de diversas formas, mas traz um conhecimento próprio que se manifesta, por exemplo, na seleção dos temas e das cores utilizadas em cada trabalho.

Em seus quadros, Stevenson Moschini apresenta algo que me arrisco a chamar de santa insatisfação. Reside em sua obra justamente a devoção a um pensamento do qual é geralmente protagonista no sentido de estar na pintura ou de, por intermédio dela, expressar um conteúdo com bom humor e ironia.

O descontentamento se torna visível na constante busca que cada tela propõe. O grande assunto é a procura de uma solução plástica para uma energia que extravasa em cada nova composição, marcada por um saber muito pessoal, desenvolvido na mistura do pensar com o fazer.

As tonalidades mais quentes são uma alternativa visual muito próxima a essa junção do sagrado com a contestação. A arte, para Stevenson Moschini, parece surgir justamente como algo divino, não no sentido de estar inacessível, mas de guardar dentro de si uma magia que permite espaço para a reflexão crítica.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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Eu e Itamar, manhã, tarde e noite 

 
89x88,5 cm óleo sobre tela 2006 

Stevenson Moschini 

 

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