Rogerio Silva
A
construção
plástica
O
grande
enigma da
arte está na
constatação de
que
cada
artista é
um
mistério.
Ele nasce de
um
sonho e se
manifesta das
mais diversas
formas. A cristalização do
pensar
em
imagens constitui uma
jornada
absolutamente
pessoal, marcada
por
um
caminhar
em
que o
risco se faz
sempre
presente nas
obras de
talento.
Nascido
em Matelândia,
em 1976,
mas radicado
em
Foz do Iguaçu,
Estado do
Paraná, Rogerio Silva apresenta
em
suas
pinturas uma
atmosfera de
sonho.
Não existe o
temor de
errar,
mas,
talvez, o de
não se
expressar
conforme o
seu
desejo.
O
estudo da
pintura
renascentista e o
traço
expressionista levam o
artista a
elaborar
um
projeto
visual
em
que as
figuras parecem
derreter
sobre a
força das
massas de
tinta, dominadas
pelo
uso da
luz e
pela
pesquisa de distintas
formas de
articulação dos
corpos.
Há
em Rogerio Silva o
gosto
pelo
movimento e
também
pela
crítica
social, no
sentido de
não
aceitar
passivamente
aquilo
que está ao
seu
redor.
Sua
luta é a de
construir
gradativamente uma
obra
plástica na
qual a
presença
humana seja uma
constante
como
um
elemento
transformador e, dialeticamente, a
ser transformado.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes da Unesp, integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Arte (AICA-
Seção Brasil).