Rodolfo Veríssimo
Barca de
emoções
O
universo
tridimensional da
escultura gera no
artista a possibilidade de
trabalhar o
espaço das
mais diversas
formas.
Quando o
tema é a
sensualidade
então, o
universo se amplia,
pois está se falando do
corpo, e
ele tem
um
potencial ilimitado de
surpreender
em
suas
posições e subjetividades.
Rodolfo
Veríssimo tem
ciência disso e oferece uma
peça
que levanta
justamente a
discussão
sobre a
sedução do
objeto
visual e
sobre as
emoções
que
ele pode
produzir. O relacionamento
afetivo
ganha o
âmbito da
reflexão de
como as
relações ocorrem
nos
elos
entre o
movimento dos
corpos e o
suporte
que os
comporta.
A
sensualidade é
vista
como
um mundo de
formas a
dialogar
entre
si de
maneira
nervosa,
mas
harmônica ao
mesmo
tempo, numa
metáfora do
amor,
que inquieta,
mas
também acalma,
dentro da
visão do
poeta
português Camões de
que o
contato
com o
outro é marcado por contradições e
inquietações.
Rodolfo
Veríssimo
vê a
sensualidade
como
inerente ao
ser
humano. As
emoções estão vinculadas ao
contato de
peles e
entrelaçamentos de
corpos num
jogo
constante de
sedução.
Seu
trabalho é marcado
pela
preocupação de
dar às
formas
um
sopro de
vida, multiplicado
pela
navegação
visual na
barca do
amor
que
cria
por
meio de
sua
arte.
Oscar
D’Ambrosio,
jornalista e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes da UNESP, integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Artes (AICA –
Seção Brasil)