por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Rodolfo Veríssimo

 

            Barca de emoções

 

            O universo tridimensional da escultura gera no artista a possibilidade de trabalhar o espaço das mais diversas formas. Quando o tema é a sensualidade então, o universo se amplia, pois está se falando do corpo, e ele tem um potencial ilimitado de surpreender em suas posições e subjetividades.

            Rodolfo Veríssimo tem ciência disso e oferece uma peça que levanta justamente a discussão sobre a sedução do objeto visual e sobre as emoções que ele pode produzir. O relacionamento afetivo ganha o âmbito da reflexão de como as relações ocorrem nos elos entre o movimento dos corpos e o suporte que os comporta.

            A sensualidade é vista como um mundo de formas a dialogar entre si de maneira nervosa, mas harmônica ao mesmo tempo, numa metáfora do amor, que inquieta, mas também acalma, dentro da visão do poeta português Camões de que o contato com o outro é marcado por contradições e inquietações.

            Rodolfo Veríssimo a sensualidade como inerente ao ser humano. As emoções estão vinculadas ao contato de peles e entrelaçamentos de corpos num jogo constante de sedução. Seu trabalho é marcado pela preocupação de dar às formas um sopro de vida, multiplicado pela navegação visual na barca do amor que cria por meio de sua arte.   

 

             Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (AICA – Seção Brasil)

 

 

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 Barca do amor
bronze policromado e polido com base em granito 165 x 35 x 24 cm sem data

Rodolfo Veríssimo

 

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