R. Chinarelli
Arte
como
expressão
Quando se
pensa
em
artes
plásticas no
mundo
contemporâneo,
não há
como
deixar de
lado a
preocupação
constante de
cada
criador de
buscar o
novo
para o
seu
trabalho.
Isso
não significa
ineditismo,
mas
sim
manter
intacto o
desejo da
procura e do
progressivo aperfeiçoamento.
Seja
em
seus
trabalhos
mais
próximos ao
cubismo
ou nas
pesquisas
em
que
lida
com
elementos
como o coringa,
ele se caracteriza
por uma
inquietação e
procura de uma
manifestação
visual
em
que possa
mostrar
seu
aprendizado
técnico,
mas
sem
perder a
espontaneidade.
Talvez
por
esse
motivo,
dentro de uma
poética
que apresenta
elementos
como
garrafa,
pomba,
uvas,
paisagens e
alusões à
música, a
figura do coringa se
torna
essencial
por
revelar
um
estado de
espírito, uma
postura
perante o
mundo das
artes
que resulta na cristalização de
um
tipo de
obra.
É no
uso das
áreas de
cor
que a
obra de Chinarelli se diferencia. Ao
consolidar essa
linguagem,
mostra uma
visão
artística caracterizada
pelo
poder de
assumir
novas
interpretações da
realidade
sem se
preocupar
com o
assunto
em
si
mesmo,
mas
com o
andar da
própria
pintura e do
que
ela pode
expressar.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes da UNESP, integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Arte (AICA-
Seção Brasil).