por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Rafael Murió

 

            Vivas naturezas-mortas

 

            A prática da arte de pintar naturezas-mortas constitui um dos mais ricos exercícios plásticos que se conhece. Trata-se do momento em que o artista se debruça sobre seu domínio da composição, forma e cor para, a partir de uma realidade, seja ela composta por flores, vasos ou frutas, mostrar o que pode fazer.

            A prática contínua traz uma série de efeitos, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de um estilo próprio. Para encontrar a sua forma de expressão o saber ver torna-se um requisito cada vez mais importante. É o ponto de partida para estabelecer uma linguagem.

            Esse conhecimento, no caso de Rafel Murió se dá muito pela cor. É nas variadas relações entre flores, vasos, fundos e mesas que a sua poética cresce, em boa parte pela pesquisa desenvolvida em termos do uso de tonalidades vivas que ressaltam as figuras retratadas.

            Rafael Murió tem a natureza-morta como a matriz da poética de seu pensamento. Os elementos  constitutivos de seus quadros são apresentados de modo a transmitir alegria e vontade de viver, mas são, acima de tudo, o que ele pode oferecer de melhor graças a sua trajetória de pesquisa.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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  Três vasos
100x100 cm AST

Rafael Murió

 

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