Projeto
ARTITETURA
A
arquitetura foi adquirindo
novo
elos
em
relação à
arte no
século XX.
Obras
como o
Teatro Municipal de
São Paulo, o
Museu
Paulista da USP, o
Palácio Monroe, no
Rio de
Janeiro, o
Teatro
Amazonas,
em Manaus, o
Palácio da
Liberdade,
em
Belo
Horizonte,
Barata
mostra
como os
imponentes
edifícios do
fim do
século XIX e
início do XX trazem
um
conceito
bem
distinto daquele
que utilizamos
hoje.
A
arquitetura é vista
cada
vez
menos
como
algo destinado a
proteger o
ser
humano das
intempéries e
muito
mais
como uma
forma de as
pessoas se protegerem e, às
vezes,
até se isolarem. Nesse
sentido,
discutir
arquitetura na contemporaneidade significa
debater
não
apenas o
que é e
como é
construído
um
edifício,
mas
discutir
comportamento e
qualidade de
vida do
homem
em
relação ao
meio
em
que
ele vive.
Em
termos de
artes
visuais, o
diálogo
entre
escultura,
arquitetura,
política e
instalações é
cada
vez
mais
forte. A
proposta deste
projeto é
mostrar
trabalhos
artísticos
que busquem na
apenas
decorar uma
casa
ou
edifício,
mas
contribuir,
com
propostas
estéticas diferenciadas,
para
entender
melhor o
funcionamento do
espaço, desenvolvendo
mecanismos
eficientes de
comunicação
com o
público.
A
arquitetura
contemporânea está engajada na
busca de
soluções
para problemas
pós-modernos
como
superpopulação, a
formação de
ilhas
marginais
sem
acesso a
serviços
básicos e a
ausência de planificação
social
por
parte de
Estados
com
poder fragmentado. Assim,
arquitetos e
artistas, ao
lidar
com o
desafio da
arquitetura, assumem papéis
bem
diferentes daqueles
que tinham no
século XIX.
De construtores
ou
criadores
mirabolantes, podem
ser,
cada
vez
mais,
como mostram os
artistas inseridos neste
projeto,
parceiros
em
pequenas reformas
que, se
efetivamente pensadas e introduzidas
com
senso
prático podem
ser esperançosas
alternativas
para a
melhor
convivência na
sociedade.
Oscar
D’Ambrosio é
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes (IA) da Unesp e integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Arte (AICA-Seção Brasil).