por Oscar D'Ambrosio


 

 


Arte na Pré-História

Arte na Pré-História Idade da Pedra Paleolítico - Idade da Pedra Lascada - de 20 000 a.C. a 5 000 a.C. Neste período, as populações nômades se movimentavam em função das estações do ano e das migrações da caça. Os achados arqueológicos mais importantes ocorreram na região franco-cantábrica, em grutas em Altamira, no norte da Espanha, perto de Santander, e no sudoeste da França. As grutas de Altamira, com cerca de 300 m de comprimento, foram descobertas em 1868, mas, somente onze anos depois, uma menina reparou nas imagens nas paredes e no teto. Os desenhos são contornados em negro ou pintados em vermelho ou negro. Destaca-se uma abóbada de cerca de 14 m com figuras de vinte animais do período (veados, javalis e bisões), que, ao que parece, possuem sentido mágico e simbólico. As grutas do sudoeste da França, por sua vez, ficam em Font-de-Gaume, descoberta em 1901, e em, Lascaux, a mais célebre, explorada em 1940. Durante todo o paleolítico, a arte está ligada à reprodução das formas da natureza. É uma arte eminentemente naturalista, baseada na observação do real aliada a uma grande habilidade na reprodução das formas dos animais. As grutas não eram habitadas, mas, ao que tudo indica, funcionavam como santuários ou locais de cerimônia em que se almejava obter uma ótima caça. Posteriormente, mas ainda no mesmo período, é encontrada uma maior capacidade de estilização, marcando uma tendência para a ornamentação abstrata. Nos objetos feitos com ossos do paleolítico, nota-se uma decoração puramente geométrica de linhas em ziguezague, dentadas, em espiral e em arco. Neolítico - Idade da Pedra Polida - 5 000 a. C. a 3 500 a.C. O período deve o nome ao punhal de pedra (sílex) realizado com superfície polida e lâmina afiada. Neste período, o ser humano passa a dominar a natureza, iniciando a domesticação de animais e a agricultura de cereais. Torna-se então sedentário, abandonando o nomadismo que o caracterizava. Os utensílios cotidianos passam a ganhar o status de obra de arte. Um exemplo de uma escultura do período é a estatueta de um corpo feminino conhecida como Vênus de Willendorf. Feita de calcário e com apenas 11 cm, foi encontrada na Áustria, próximo ao rio Danúbio. É também o período de construção dos monumentos megalíticos. São grandes construções de culto aos mortos. Podem ter dois aspectos: menir ou dólmen. O primeiro é um bloco de pedra colocado verticalmente sobre uma sepultura (exemplos: Penmarch, na Bretanha, com 7 m de altura, e os túmulos em círculos, em Carnac). O dólmen consiste em duas ou várias lajes de pedra fixadas verticalmente entre as quais repousa horizontalmente uma terceira laje (ex.: Stonehenge, perto de Salisbury, na Inglaterra, local que provavelmente era utilizado em cultos, cerimônias ou sacrifícios). Na arte cerâmica, vasos e jarras de belas formas começam a ser elaborados, sendo realizados ornamentos com listras horizontais e diversos tipos de traço. Destacam-se os vasos campaniformes (com fundura até a metade da altura em forma de sino invertido), principalmente os de Ciempozuelos. Quanto às grutas, as mais importantes ficam na Europa oriental, na região conhecida como levantina. A de Valltorta apresenta figuras humanas estilizadas e em dimensões reduzidas, como caçadores, com arco e flecha nas mãos, com gestos repletos de energia e intensidade dramática. As figuras costumam ser monocromáticas em vermelho ou amarelo e mostram também cenas de danças, provavelmente religiosas. Idade de Bronze - 3500 a.C. a 1000 a.C. As pinturas rupestres ganham caráter ornamental. As figuras passam a ser esquemáticas ou mostram signos abstratos cuja significação permanece desconhecida. Idade de Ferro - 1000 a.C. a 500 a.C. No mundo mediterrâneo ocidental, o período é marcado pelas colonizações de fenícios, cartaginenses e gregos. Do ponto de vista decorativo, as figuras de bronze e de barro realizadas pelos cartaginenses são as mais representativas. Há notória influência egípcia e, entre os motivos zoomórficos, encontra-se a esfinge. As figuras humanas são adornadas com colares, diademas e rosetas. Os povos iberos e celtas, por seu turno, embora recebendo influência dos colonizadores, revelam maior originalidade e certos traços decorativos parecem mostrar deuses da Mesopotâmia.

 

Oscar D’Ambrosio é jornalista, crítico de arte e autor de Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora UNESP).   

   

 

 

 

 

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