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Arte na Pré-História
Arte na Pré-História Idade da Pedra Paleolítico - Idade da
Pedra Lascada - de 20 000 a.C. a 5 000 a.C. Neste período, as
populações nômades se movimentavam em função das estações
do ano e das migrações da caça. Os achados arqueológicos mais
importantes ocorreram na região franco-cantábrica, em grutas em
Altamira, no norte da Espanha, perto de Santander, e no sudoeste
da França. As grutas de Altamira, com cerca de 300 m de
comprimento, foram descobertas em 1868, mas, somente onze anos
depois, uma menina reparou nas imagens nas paredes e no teto. Os
desenhos são contornados em negro ou pintados em vermelho ou
negro. Destaca-se uma abóbada de cerca de 14 m com figuras de
vinte animais do período (veados, javalis e bisões), que, ao que
parece, possuem sentido mágico e simbólico. As grutas do
sudoeste da França, por sua vez, ficam em Font-de-Gaume,
descoberta em 1901, e em, Lascaux, a mais célebre, explorada em
1940. Durante todo o paleolítico, a arte está ligada à
reprodução das formas da natureza. É uma arte eminentemente
naturalista, baseada na observação do real aliada a uma grande
habilidade na reprodução das formas dos animais. As grutas não
eram habitadas, mas, ao que tudo indica, funcionavam como
santuários ou locais de cerimônia em que se almejava obter uma
ótima caça. Posteriormente, mas ainda no mesmo período, é
encontrada uma maior capacidade de estilização, marcando uma
tendência para a ornamentação abstrata. Nos objetos feitos com
ossos do paleolítico, nota-se uma decoração puramente
geométrica de linhas em ziguezague, dentadas, em espiral e em
arco. Neolítico - Idade da Pedra Polida - 5 000 a. C. a 3 500
a.C. O período deve o nome ao punhal de pedra (sílex) realizado
com superfície polida e lâmina afiada. Neste período, o ser
humano passa a dominar a natureza, iniciando a domesticação de
animais e a agricultura de cereais. Torna-se então sedentário,
abandonando o nomadismo que o caracterizava. Os utensílios
cotidianos passam a ganhar o status de obra de arte. Um exemplo de
uma escultura do período é a estatueta de um corpo feminino
conhecida como Vênus de Willendorf. Feita de calcário e com
apenas 11 cm, foi encontrada na Áustria, próximo ao rio
Danúbio. É também o período de construção dos monumentos
megalíticos. São grandes construções de culto aos mortos.
Podem ter dois aspectos: menir ou dólmen. O primeiro é um bloco
de pedra colocado verticalmente sobre uma sepultura (exemplos:
Penmarch, na Bretanha, com 7 m de altura, e os túmulos em
círculos, em Carnac). O dólmen consiste em duas ou várias lajes
de pedra fixadas verticalmente entre as quais repousa
horizontalmente uma terceira laje (ex.: Stonehenge, perto de
Salisbury, na Inglaterra, local que provavelmente era utilizado em
cultos, cerimônias ou sacrifícios). Na arte cerâmica, vasos e
jarras de belas formas começam a ser elaborados, sendo realizados
ornamentos com listras horizontais e diversos tipos de traço.
Destacam-se os vasos campaniformes (com fundura até a metade da
altura em forma de sino invertido), principalmente os de
Ciempozuelos. Quanto às grutas, as mais importantes ficam na
Europa oriental, na região conhecida como levantina. A de
Valltorta apresenta figuras humanas estilizadas e em dimensões
reduzidas, como caçadores, com arco e flecha nas mãos, com
gestos repletos de energia e intensidade dramática. As figuras
costumam ser monocromáticas em vermelho ou amarelo e mostram
também cenas de danças, provavelmente religiosas. Idade de
Bronze - 3500 a.C. a 1000 a.C. As pinturas rupestres ganham
caráter ornamental. As figuras passam a ser esquemáticas ou
mostram signos abstratos cuja significação permanece
desconhecida. Idade de Ferro - 1000 a.C. a 500 a.C. No mundo
mediterrâneo ocidental, o período é marcado pelas
colonizações de fenícios, cartaginenses e gregos. Do ponto de
vista decorativo, as figuras de bronze e de barro realizadas pelos
cartaginenses são as mais representativas. Há notória
influência egípcia e, entre os motivos zoomórficos, encontra-se
a esfinge. As figuras humanas são adornadas com colares, diademas
e rosetas. Os povos iberos e celtas, por seu turno, embora
recebendo influência dos colonizadores, revelam maior
originalidade e certos traços decorativos parecem mostrar deuses
da Mesopotâmia.
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Oscar D’Ambrosio é
jornalista, crítico de arte e autor de Os pincéis de Deus:
vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora UNESP).
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