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Pérola
Ventura
Busca
de
inovação
A
arte
,
em
suas
mais
distintas
manifestações
, é
sempre
uma
maneira
de se
comunicar
com
o
outro
.
Isso
se
torna
ainda
mais
evidente
na
forma
amplamente
reveladora
como
a
artista
plástica
Pérola
Ventura
constrói os
seus
trabalhos
,
que
passaram
por
vários
momentos
.
Numa
fase
inicial
,
nos
anos
1960,
ela
se dedicou a
pintar
retratos
de
personagens
judaicos
.
São
quadros
de
grande
força
,
em
que
começaram
também
a
ser
exploradas outras
técnicas
e
texturas
, no
sentido
de
usar
diversos
materiais
para
verificar
a
sua
potencialidade
de
compor
imagens
e
personagens
.
Posteriormente
,
após
um
período
de
dedicação
à
família
,
Pérola
,
paulistana
de
ascendência
polonesa,
nascida
em
1946, direcionou a
sua
pesquisa
para
obras
em
tinta
acrílica
marcadas
pela
abstração
ou
pelo
erguer
de
cidades
imaginárias caracterizadas
pela
intensa
presença
da
cor
.
A
pintura
de
pequenos
painéis
em
vários
tamanhos, em
conjuntos
de
quatro
que
podem
ser
dispostos
de
formas
distintas, de
acordo
com
o
gosto
do observador, dá uma
excelente
idéia
de
como
a
artista
valoriza o
ludismo
como
um
elemento
essencial
para
a
construção
de
sua
obra
.
As
caixas
laminadas
com
espelho
ondulado
,
com
as
molduras
pintadas
com
uma
cor
só
ou
diferentes
, geram
numerosos
efeitos
ópticos
,
também
é uma
demonstração
de uma
visão
da
arte
como
um
catálogo
de possibilidades a
ser
sucessivamente
desvendado.
Desde
seus
desenhos
quando
criança
a
sua
produção
mais
atual
,
Pérola
Ventura
encontra
na
arte
uma
forma
de
comunicação
por
meio
do
talento
e da visualidade. Se as
figuras
dos
anos
1960 apresentam
sobriedade
religiosa
e
densa
humanidade
, os
mais
recentes
glorificam o
vicejar
da
vida
pelo
uso
da
cor
.
Ambas as
facetas
se complementam numa
criação
plástica
que
se distingue
pela
procura
de
um
falar
com
imagens
que
não
perde o
bom
humor
e
que
não
se acomoda
perante
os
recursos
. A
inovação
na
forma
de
apresentação
é uma
constante
, seja no
retrato
estilizado, na
cor
e na
utilização
múltipla
de
elementos
ou
na
abstração
.
Oscar
D’Ambrosio,
jornalista
e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto
de
Artes
da Unesp, integra a
Associação
Internacional
de
Críticos
de
Arte
(AICA-
Seção
Brasil).
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