por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Pedro Segundo Belvedere

 

            As formas alongadas

 

O fascínio da arte exige olhares livres para ver e mente apta a nunca ter medo de criar. O escultor Pedro Segundo Belvedere segue essas duas máximas. Nascido em Américo Brasiliense, SP, em 14 de agosto de 1943, começou na arte aos 53 anos e está construindo a sua história.

Incentivado pelo desafio da filha de reproduzir uma mulher oriental em posse de reverência, começou a dar vazão ao ofício de carpinteiro que desempenhara quando criança, presente inclusive em gaiolas que fazia em forma de castelo. Os resultados foram progressivamente se aprimorando com a construção de uma linguagem visual  própria e diferenciada.

É nas figuras alongadas que Belvedere encontra a sua melhor forma de expressão. Nessa constante e estilística verticalidade, realiza casais entrelaçados, índios, figuras orientais, um curioso homem embriagado junto a um poste, com uma garrafa servindo um copo na base, um casal de pretos velhos e outras figuras profanas marcadas pela sensualidade ou mesmo pela crítica social.   

A trilogia Intimidade, que uma mulher é mostrada no ato de vestir/desvestir uma calcinha cristaliza o que há de melhor em sua obra escultórica: habilidade técnica desenvolvida de forma autodidata, bom gosto, originalidade no trato de variados temas e um certo bom humor, visível na forma pouco solene que dá ao seu trabalho. Assim, Pedro Segundo Belvedere respeita a madeira, lhe dá formas alongadas e encanta o observador.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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 Exagero
escultura em madeira 11,5 cm (base) x 57 cm (altura) 2002

Pedro Segundo Belvedere

 

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