por Oscar D'Ambrosio


 

 


O Triângulo das Bermudas da Arte Brasileira

 

A cidade de São Paulo teve um mês privilegiado em outubro de 2006. Houve no município três eventos essenciais para se ter uma ampla visão da arte contemporânea brasileira: a 27ª Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, de 7 de outubro a 17 de dezembro; a 3ª edição da Paralela, na antiga sede do Prodam, também no Parque, de 7 de outubro a 19 de novembro; e a Off Bienal 2, de 5 de outubro a 5 de novembro, no Museu Brasileiro de Escultura (Mube).

Cada uma delas tem a sua própria característica. E, fora delas, existe um grande universo que chamo de Triângulo das Bermudas da Arte Brasileira, onde se insere a maioria dos artistas sobre os quais escrevi na coleção Contando a arte de... São criadores naïfs ou contemporâneos que permanecem alheios aos eventos mencionados, mas mantém a sua carreira.

 

Bienal de São Paulo

Em relação a Bienal, com seus 118 artistas, várias novidades ocorreram. A curadora, Lisette Lagnado, foi escolhida, pela primeira vez, por um comitê de seleção. Além disso, de janeiro a novembro, foram realizados seis seminários que discutiram o tema do evento “Como viver junto”; de outubro a novembro, houve uma Quinzena de Filmes; ocorreu o término das representações nacionais e 11 artistas criaram obras fora do Pavilhão, seja no parque ou espalhadas pela cidade.

            O tema central se estrutura em torno de uma das vertentes dos seminários do francês Roland Barthes (1915-1980) no Collège de France, realizados em 1976 e 1977, que deram origem ao assunto da mostra. Em sua análise, que inclui o estudo da convivência em sanatórios e claustros, o filósofo estudou sistemas para um viver-junto e um viver-só.

Estendendo o olhar para a sociedade, Barthes reflete sobre ritmos de vida diferentes, assim como o funcionamento da vida coletiva, com maior ou menor harmonia dependendo do caso, em espaços partilhados, com mais ou menos participação democrática.

Outra base conceitual é o “Programa Ambiental”, de Hélio Oiticica (1937-1980), que discute a passagem do museu para o mundo e a transformação do espectador da arte em participante. Ela chega à noção de “totalidade-obra”, em que lugares com trânsito público são destacados como campos de ação mais propícios ao artista do que o museu.

Surgem assim “apropriações ambientais” de locais como uma sala de bilhar ou um estádio de futebol, considerados próprios para discutir questões como ética, liberdade, moral, experiência social (revoluções), revolta individual (marginalidade) e crítica ao conformismo perante a arte, a sociedade e o mundo.

            O terceiro pilar, Marcel Broodthaers (1924-1976), cujo trabalho esteve na Bienal paulista de 1994, mas, naquele momento, sem despertar grande repercussão, gera numerosas perguntas sobre o significado da arte, o papel do artista e a função social dos museus. Em 1968, ele fundou o Museu de Arte Moderna, Departamento de Águias, recolhendo imagens desse animal nos mais diferentes cantos do planeta e questionando os limites entre arte e realidade, além do próprio conceito sobre o que mereceria estar num museu e por quê.

            Entre suas discussões estão o valor do pictórico, do simbólico e das iconografias e representações de caráter realista. O fato de o artista belga colocar nas peças de seu museu a etiqueta “Isto não é uma obra de arte”, posta junto aos trabalhos, é um eco do pensamento de René Magritte em seu célebre quadro: “Isto não é um cachimbo”.

            O quarto pilar é o arquiteto norte-americano Gordon Matta-Clark (1943-1978), que foi bastante influenciado por Oiticica na decisão de liderar o boicote à Bienal de São Paulo de 1971 devido ao regime militar instaurado por aqui. Filho de Roberto Matta, pintor surrealista chileno, Gordon viveu no bairro do Soho, em Nova York, numa atmosfera marcada pela Guerra do Vietnam, impopular entre os jovens, que viviam justamente um momento marcado pela busca da liberdade, expresso, por exemplo, pelo uso do anticoncepcional, na esfera sexual, e pelas drogas, na comportamental.

            Foi na região do Soho, repleta de depósitos vazios em função do abandono pela saída das empresas para fugir dos altos impostos, que alguns jovens criadores, como Matta-Clark, começaram a tentar provar a si mesmos e ao mundo que eram artistas. Formaram autênticas coletivas, em que um participava da obra do outro livremente. A segunda região a ser ocupada artisticamente foi o Bronx, onde prédios abandonados começaram a sofrer intervenções num exercício de arqueologia urbana.

            Os quatro pilares têm como referenciais obrigatórios Marcel Duchamp (1887-1968) e René Magritte (1898-1967). O primeiro problematiza a questão daquilo que pode ou não ser chamado de objeto artístico, enquanto o segundo se debruça sobre os limites da linguagem para expressar o mundo e os sentimentos perante ele.

            O questionamento está não só na forma de fazer, mas também na maneira de pensar, guardar e conceber aquilo que se chama de objeto artístico. Percorrendo a Bienal, pensando só na representação brasileira, artistas como Jarbas Lopes, Laura Lima, Marepe e Lucia Koch, dialogam, respectivamente, com Barthes, Oiticica, Broodthaers e Matta-Clark.

De fato, os pilares da Bienal mostram que a grande arte está em viver, mas essa jornada se torna ainda mais interessante quando acrescida da reflexão sobre o que significa escrever, pintar ou esculpir – e qual o sentido de falar dessas criações e de discutir até que ponto elas merecem estar num evento da importância institucional que é a Bienal de São Paulo.

Especificamente em relação aos 18 representantes brasileiros, duas constatações: mais de 90% fizeram curso universitário, muitos inclusive passando por pós-graduações. Eles também têm no currículo certos locais em comum, como o Paço das Artes, na USP; Panorama da Arte Brasileira, no MAM/SP; e Rumos Itaú Cultural, além de algumas exposições internacionais, como Bienal de Veneza ou de Cuba.

 

Paralela

Já a Paralela reuniu 250 trabalhos de 12 galerias. Contou pela primeira vez com uma curadoria, de Daniela Bousso, do Paço das Artes, que solicitou aos artistas que enviassem obras que julgassem representativas do seu trabalho. Estamos aqui no universo do circuito das artes paulistano, alimentado e, boa parte por artistas ligados à FAAP/SP, como é possível verificar pelos currículos dos artistas.

 

            Off  2

            A Off 2, portadora desse número, pois a anterior foi em 1996, também com curadoria de Carlos von Schmidt, reúne um universo de criadores, como Peticov, Mario e Gregório Gruber, Caciporé Torres, Cabral, Cláudio Tozzi, Guto Lacaz, Gustavo Rosa e Cleber Machado, entre muitos outros, num conjunto de 150 trabalhos, boa parte de artistas com formação plástica fora dos bancos universitários.

São criadores que, em diversos casos, estiveram na Bienal de São Paulo e fizeram parte das grandes galerias, mas, por diversos motivos, principalmente por não concordar com as altas comissões cobradas por esses espaços, realizam uma carreira quase paralela, atendendo encomendas, expondo em espaços alternativos ou fazendo a divulgação da sua obra por conta própria. Conseguem assim se manter na crista da onda

 

            O Triângulo das Bermudas da arte brasileira

            Fora desses três universos rapidamente citados, existe literalmente um universo de artistas ignorado pela Bienal, pelas galerias e pelos artistas independentes de relativo sucesso. Chegamos ao que chamo de Triângulo das Bermudas da Arte Brasileira, ou seja, um universo em que os artistas desaparecem e do qual tentam se salvar, realizando um esforço sobre-humano para colocar a cabeça para fora d’água, como peixes numa piracema.

            Cada um deles busca um diferencial que o torne especial de alguma maneira. Em novembro, lancei na Casa de Saber, em São Paulo, SP, livros da coleção Contando a arte..., da Editora Noovha América, em que tento traçar o perfil desses artistas. São eles: Da Paz, que pinta crianças com cabelos feitos com cera de abelha, Di Caribe, que pinta a óleo com os dedos, e Gisele Ulisse, que explora a temática indígena.

 

            Da Paz

            Filha única, descendente, por parte da mãe, de italianos da região de Calábria e, por parte do pai, de italianos e de negros, a pintora Rosa Maria da Paz nasceu em 13 de agosto de 1944, em São Paulo, SP, mas, desde os dez dias de idade reside em Mauá, SP, onde desenvolve a sua carreira, rodeada do marido, dois filhos músicos e dois cães.

            Durante os anos em que estudou num colégio de freiras, Da Paz leu muito, observou muitos quadros em livros, mas praticou pouco, atendo-se a atividades como cerâmica e bordados. Formou-se em magistério e lecionava História quando, aos 24 anos, casou-se e logo teve o primeiro filho. Quando ele cresceu, Da Paz sentiu a necessidade de retomar a própria vida. Decidiu voltar à pintura.

            Na década de 1980, Da Paz – que sempre havia sido muito ansiosa, sendo capaz de ficar sem dormir bem durante uma semana pela proximidade de um baile ou de outro evento importante – enfrentou uma terrível adversária: a Síndrome do Pânico. Tudo começou numa reunião entre amigos quando teve um acesso de tosse ao ouvir falar de uma doença então pouco conhecida: a depressão. Em seguida, não conseguiu falar direito ao telefone.

            No dia seguinte, quando acordou, sentiu-se impossibilitada de sair da cama. Morria de medo de atender o telefone ou de sair à rua, pois alguém poderia se aproximar para conversar. Com falta de concentração, não conseguia ler. A angústia a dominava e passava boa parte do tempo com os amados cachorros.

            Foi o marido quem sugeriu que Da Paz retomasse a atividade artística. Trouxe telas e a esposa realizou alguns de seus trabalhos, como cópias de Menino vendendo leite e Menina com mochila nas costas. Houve melhoras, mas os sintomas do mal que a afligia ainda se manifestavam. Embora com medo de tomar remédios e de pessoas com defeitos físicos, conheceu um psiquiatra paraplégico que fez o diagnóstico da Síndrome do Pânico, da qual pouco se falava no Brasil.

O terapeuta Lívio Túlio Puicherle, que trabalhava com a técnica de mergulho em vidas passadas, conscientizou Da Paz que o problema não estava no mundo, mas na cabeça dela, pois aquela mulher bonita, inteligente e risonha que estava à frente dele não tinha motivos, a não ser pelos seus fantasmas interiores, de se sentir atemorizada. A conclusão era evidente: somente acreditando nela mesma poderia vencer os próprios medos.

            A partir do ano 2000, Da Paz criou a Série Jogos Infantis, cuja idéia surgiu enquanto assistia à versão televisava do Sítio do Pica-Pau Amarelo, que a levou a retomar, em um tom memorialístico muito pessoal, as brincadeiras de crianças que vivenciou nas ruas de Mauá.

            Em termos técnicos, uma inovação, oriunda do processo de experimentação: os cabelos das crianças, inspirados na boneca Emília, são feitos com bastão de cera de abelha, apresentando uma textura muito peculiar, que cativa logo num primeiro momento, gerando encantamento e, inclusive, a vontade de tocar no quadro.

            Com coragem e muito trabalho, Da Paz conseguiu atingir, no atual estágio de sua pesquisa estética, um resultado diferenciado. Capaz de preparar as próprias telas e tintas – se for necessário –, diz que arte teve um papel fundamental na sua recuperação psicológica e, nas aulas de arte que dá hoje, encontra uma forma de se relacionar com os outros, principalmente os jovens, com os quais estabelece uma saudável relação de troca de linguagens e de experiências.

           

Di Caribé

            Nascido na Bahia, o artista plástico Di Caribe migrou para São Paulo e, embora gostasse de desenhar desde criança, somente aos 54 anos retomou a arte, com uma técnica em que se tornou mestre, a pintura com os dedos.

            Assim, nos últimos anos, vem ganhando destaque, com diversas premiações e aparições em programas de televisão, mostrando a sua técnica sobre chapas de eucatex, azulejos e outras superfícies. Consegue, com seus dedos efeitos próximos aos da arte acadêmica, mostrando que o talento, unido à perseverança, abre numerosos caminhos.

            Oldaque Coelho Caribe, o nome completo do artista hoje conhecido como Di Caribe, nasceu em uma pequena cidade do interior do Estado da Bahia chamada Morro do Chapéu.  As origens de seus pais trazem uma mistura indígena e portuguesa, como boa parte dos nordestinos.

Seu pai, Eurípides Coelho dos Santos, trabalhou na roça e no garimpo. Exerceu entre outras profissões, a de pedreiro, fazendo túmulos em cemitério, para conseguir criar, com muita dificuldade, num universo em que a seca predominava, ao lado da esposa Olga, quatro filhos: Enaide, Gutemberg, Oberlaque e o futuro pintor Oldaque.

A vida no Nordeste não era fácil. Havia muita pobreza e falta d’água. Mesmo assim, o menino Oldaque já mostrava vocação para a arte. Com cinco anos, sem recursos financeiros, utilizava gravetos queimados, para riscar o papel, e terra vermelha e preta e folhas de plantas para obter efeitos de cor.

A situação levou a família a migrar para São Paulo. A jornada ocorreu quando Oldaque tinha aproximadamente seis anos. O casal e quatro filhos – Zenaide nasceu em São Paulo – viajou  num pau d’arara, nome como é conhecido o caminhão que tem a parte de trás aberta. O trajeto em busca de novas oportunidades durou sete dias.

            Com dificuldade, Oldaque fez curso primário e curso técnico de propaganda. Aos 18 anos, retomou a pintura com alguma seriedade, aprendendo a manejar o pincel, mas, ao conhecer Maria das Graças e pensar em se casar, percebeu que, com a atividade de pintor, não conseguiria, manter uma família e criar filhos. Mesmo assim, antes de casar, sem conhecer nenhuma técnica, chegou a fazer algumas rifas de seus trabalhos e a pintar alguns vasos que conseguiu vender.

            Aos 54 anos, em 2002, quando o filho Marcelo, hoje desenhista profissional, atuando como ilustrador, com o pseudônimo de Brucke, e professor de arte, casou, pediu ao pai que retomasse aquele sonho de ser artista, fazendo um quadro para decorar o salão da cerimônia. Oldaque utilizou pincéis, mas sentiu dificuldade no manuseio, finalizando a obra com os dedos.

            Na época, ele trabalhava com desenhos em tecido e o comichão da arte surgiu com redobrada força. Autodidata que era, sem conhecimentos formais em escolas de arte, começou a pintar com os dedos em azulejos, treinando o desenvolvimento de paisagens, motivos florais e naturezas-mortas. Passou esse domínio técnico, pouco a pouco, para as placas de eucatex.

Treinando de 3 a 6 horas diárias, com sua arte de pintura a dedo, o artista foi pintando azulejos, pratos, vasos, abajures, velas, telhas, ovos de avestruz, cabaças e gamelas. Seu grande diferencial, porém, é o uso da tinta a óleo em seus trabalhos, pois ninguém no Brasil utiliza essa técnica, principalmente para obter efeitos muito próximos da arte acadêmica.

 

            Gisele Ulisse

            Gisele Regina Ulisse nasceu dia 4 de maio de 1972, em Jundiaí, interior do Estado de São Paulo, onde mora até hoje. Seu pai, Rodolfo, nasceu em Teramo, área central da Itália, de onde saiu, aos 14 anos, para atuar como lavrador na agricultura, nas plantações do Estado do Paraná, na região de Londrina, de onde migrou para São Paulo.

            Até meados dos anos 1980, a infância de Gisele foi muito difícil em termos econômicos. O pai trabalhava muito, mas ganhava muito pouco. Não havia nem dinheiro para comprar caderno para a escola, mas isso não impedia que ela e os dois irmãos mis velhos se divertissem muito. A principal brincadeira era desenhar.

            Assim como eles, ainda adolescente, Gisele começou a trabalhar. Estudava a noite e, de dia, atendia ao público numa locadora de vídeo. Tanto na fábrica como na empresa em que o pai trabalhava, havia concursos de desenho para cartazes das mais variadas campanhas de qualidade de produtos e serviços ou para economizar energia. Geralmente podiam participar funcionários ou seus familiares. Assim, Gisele começou a ganhar concursos nas duas empresas.

Motivada, procurou a Escola Panamericana de Arte, em São Paulo, onde se formou. Confessa que sofreu um pouco com a falta de atenção individualizada dos professores, mas não passava de mais uma entre centenas de alunos. Também procurou aproveitar ao máximo, pois quase tudo o seu salário era para pagar o curso.

Após se formar, tomou uma decisão que alterou toda a sua vida: estudar Artes Plásticas e sair da empresa. Prestou vestibular no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo, SP. Fazia faculdade de manhã e dava aula de educação artística em escolas de Jundiaí, às vezes, à tarde e à noite. Aos 21 anos, realizando um de seus sonhos de infância, Gisele montou uma escola. Nasceu assim a Oficina de Artes, que hoje conta com aproximadamente 70 alunos e sete professores.

Os índios apareceram nas telas graças à mãe, Olinda. Foi ela quem lhe mostrou uma foto de um índio e sugeriu que fosse o ponto de partida para uma pintura. Foi o colecionador e marchand suíço radicado no Brasil Marcel Markus quem, em 1998, ao ver um desses quadros de índios, ficou fascinado. Pediu para ver outros e se encantou mais ainda. Sugeriu então que Gisele tentasse desenvolver e explorar o tema o máximo possível.

Ela gostou e os quadros começaram a ser comercializados por Markus, na sua galeria no Embu, em São Paulo, e em outros lugares. Com todo esse incentivo, Gisele passou a pesquisar mais o assunto – e o tema começou a apaixoná-la. Suas obras, porém, não têm uma preocupação antropológica.

A pintura de Gisele apresenta semelhança no sentido de uma ausência de pretensão. Seu trabalho com a figura humana mostra, acima de tudo, sentimentos e expressões de um povo simples que, na sua autenticidade, deveria ser mais respeitado dentro da cultura brasileira. O trabalho da artista, em parte, auxilia que isso aconteça.

 

Conclusão

Se a Bienal, com seus pressupostos teóricos, torna-se o reino de uma minoria de artistas oriundos, em sua grande maioria, dos bancos universitários, a Pararela atende os interesses das galerias e a Off 2 reúne artistas à margem dos dois primeiros, mas de renome nacional. Nesse contexto, os artistas que habitam o Triângulo das Bermudas tentam, como sobreviventes que são, encontrar seu diferencial: seja em detalhes técnicos como Da Paz, na técnica inovadora, como Di Caribé, ou na temática, como Gisele Ulisse.

Sobreviver nesse Triângulo é um desafio. Enquanto os diferentes guetos de artistas não dialogarem, de verdade, entre si, submergir nele ou ficar com a cabeça para fora d’água será decorrência do andamento da capacidade de cada um de manter a própria capacidade de se reinventar para ter acesso a novas possibilidades plásticas e de inserção no mercado.

 

BIBLIOGRAFIA

 

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D’AMBROSIO, O. Contando a arte de Gisele Ulisse. São Paulo: Noovha América, 2006.

 

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VÍDEO: O DICIONÁRIO DOS MELHORES FILMES. São Paulo: Nova Cultural, 1995.

 

Sites

http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica – Seção Brasil) e é autor de Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora UNESP e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo) e Contando a arte de Ranchinho (Editora Noovha América).

 

 

 

 

 

 



 

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