Olhares poéticos
sobre o
meio
ambiente
na
Câmara Municipal
Paulista
Esta
exposição
junta
alguns dos
trabalhos realizados
dentro do
projeto
Olhares poéticos
sobre o
meio
ambiente,
que envolve
pintores
profissionais e
alunos, da
Associação Arpa – Apreciação,
Reflexão e
Produção
Artística. O
objetivo é
refletir
sobre os
verdes da
natureza, a
água e os
animais,
enfim,
sobre o
meio
ambiente
como
um
todo,
inclusive
com a
presença do
homem
como
protetor e
destruidor desse entorno.
Os
trabalhos das
crianças e
jovens provêm das
aulas realizadas na
Casa Caiada 35 e da
Casa de Maria e
Marta, ambas
em
São Paulo, SP e na
sede da Arpa
em
Palmeira d’Oeste,
interior do
Estado de
São Paulo.
Eles
são acompanhados das
obras de
artistas
convidados,
que
já realizaram
ou farão
oficinas
com as
crianças, introduzindo-as nas
mais variadas
técnicas.
Assim as
abordagens
possíveis e imagináveis se ampliam.
Adriana Zudin,
em
obra
com
predominância do
verde e
amarelo, oferece a
sua
visão
muito
pessoal de
eucaliptos contemplados na
Califórnia, EUA, num
fundo
imaginário e
com
denso
trabalho de
textura. Dá
assim continuidade ao
seu
trabalho
com
cores e
planos,
que a
leva a
um
contínuo aperfeiçoamento da
sua
pintura.
Carlo Cury homenageia a
água.
Parte das
letras do Cd
Mar de Sophia, interpretado
por Maria Bethânia,
para
apresentar uma
peneira
com uma
imagem
pintada
em encáustica,
técnica
que
trabalha
com a
cera de
abelha aquecida,
em
que homenageia a
artista e a
senhora dos
mares,
Iemanjá. O
público, ao
atar
suas
oferendas no
objeto, participa desse
grande
ato de
devoção à
água.
Chico Tupynambá utiliza
planos,
transparências e o
jogo
entre
cores e
sombras
para
mostrar
um
equilibrista
com a
difícil
missão de
sustentar o
mundo
em
suas
mãos. A
linha
leve e o
uso do
símbolo da
borboleta e de
áreas de
cor
que funcionam
como
janelas colaboram na
composição
harmoniosa, mostrando
como
poderia
ser
um
universo
melhor. Os
trabalhos realizados
pelos
alunos na
oficina
que
ele coordenou
também integram a
exposição.
Em
seu
estilo primitivista, H. Hammler
mostra duas
figuras. Ajoelhadas, sugerem a
integração
racial e estão
em
posição de
adoração
perante a
própria
natureza. Ao
fundo, uma
árvore,
com
um
tronco
que remete à
mão
humana, compõe o
cenário,
assim
como diversas
alusões ao
meio
ambiente,
como a
data
em
que
ele é celebrado, 5 de
junho, uma
homenagem ao
ambientalista Chico Mendes e a
presença de
animais
como
pássaros.
Ao
observar os
trabalhos das
crianças e dos
artistas
plásticos
profissionais, é
possível
verificar
melhor
como o
meio
ambiente é
muito
mais
que uma
expressão
que está na
moda. Trata-se, de
fato, de
um
conjunto de
forças e
condições
que
cerca e influencia
tudo
que existe no
planeta, sendo
capaz de
motivar
propostas
pra
que a
arte propicie
um
movimento de interação e
compreensão do ser humano em
relação ao
local
em
que habita.
Oscar
D’Ambrosio,
jornalista e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes da Unesp, integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Arte (AICA-
Seção Brasil).