por Oscar D'Ambrosio


 

 


Olhares poéticos sobre o meio ambiente IV

 

Esta exposição, que objetiva o desenvolvimento, por intermédio da arte, do respeito à natureza, reúne trabalhos de crianças e adolescentes entre 10 e 18 anos da rede pública de ensino e de sete artistas plásticos profissionais. Realizada na Castro e Mendonça Advogados Associados, apresenta a quarta edição de uma ação que envolve a criação de imagens pelos alunos da Associação Arpa (Apreciação, Reflexão e Produção Artística).

Os trabalhos dos jovens são resultado do projeto “Vivenciando os Códigos da Linguagem das Artes Visuais” e foram realizados durante aulas que buscaram introduzir e desenvolver o contato dos alunos com as artes plásticas. Posteriormente, os artistas convidados para esta exposição desenvolverão oficinas com os alunos, apresentando a sua trajetória, assim como as técnicas com as quais trabalham.

Ao mostrar as obras, o escritório de advocacia divulga e valoriza os artistas profissionais e o talento de jovens que demonstram habilidade para as artes visuais. Desse modo, unindo profissionais e aprendizes, realidades e promessas, a Castro e Mendonça estimula, naqueles que passam pelo escritório, o desenvolvimento de uma visão mais aprofundada do que vem a ser a arte e como ela pode se integrar ao cotidiano de todos nós.

            Entre as artistas convidadas, Aline Hannun trabalha com papel feito a partir da própria amoreira e com tinta acrílica para construir sua árvore de emoções e de busca de respeito pela natureza. Clara Marinho se vale do vidro como técnica para enfocar um dos fenômenos mais significativos do mundo animal, a piracema, período de desova dos peixes.

Fátima Lima apresenta uma modelagem em papel e tecido que mostra a degradação do meio ambiente por meio de uma figura alegórica da mãe natureza rodeada por lixo e restos da civilização. Lú Salum trabalha com o mesmo tema num diálogo plástico entre o conservar e o destruir, a possibilidade de futuro e o presente pouco auspicioso.

            Patrícia Santos cristaliza vários sentimentos numa composição de elementos variados, como espinha de peixe, conchas, bolinas de gude, pedras, terra, folhas, e selos postais, mostrando a diversidade contemporânea de pensamentos quando se pensa na natureza.

Rita Bassan compõe quatro árvores, num jogo de texturas e estudos de cor, com tinta acrílica e látex de borracha natural, que é um estímulo ao olhar e ao pensamento.  Silvia Fischetti, por sua vez, propõe um diálogo entre troncos e raízes com predominância de ocres e verdes, estabelecendo um jogo de planos e transparências.

            As sete artistas e as crianças e adolescentes expressam, assim, a sua visão de natureza. Os resultados visuais apontam para o poder da arte de expressar visões de mundo complementares que podem aperfeiçoar o ser humano, alertando-o para a necessidade de preservação do meio ambiente.

 

            Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil). É responsável pela página www.artcanal.com.br/oscardambrosio

 

 

 

 

 



 

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