Olavo Tenório
A
poética
funcional
O
que pode
parecer uma
aparente
contradição no
título deste
artigo,
Poética
funcional,
encerra o
mistério da
criação do
artista
plástico Olavo Tenório. Nascido
em Goioerê,
Paraná,
filho de
pai
músico, coloca
em
seu
trabalho uma
habitual
exploração do
espaço seja no
plano
ou no
tridimensional.
Suas
ilustrações
são marcadas
por
um
diálogo
entre
aquilo
que se
vê e
aquilo
que se imagina, instaurando uma
atmosfera
mágica e
lúdica,
faceta
que transporta
para a
sua
atividade
com
design e
com
lustres. Nestes
últimos, o
desafio de
conquistar o
espaço é
ainda
maior.
A
geometria é uma
constante na
obra,
como pode
ser
vista no
livro
Estrutura e
flutuação (textos
críticos de A. H. Fuerstenthal; Cultural
Office; 128
páginas; www.olavotenorio.com.br).
A publicação traz
um
amplo
panorama do
pensamento
visual do
artista e da
sua
concepção do
espaço
como uma
discussão do
que é
interno e daquilo
que é
externo,
assim
como da
utilização dos
vazios e dos
planos.
Tomar uma
mesma
figura e desestruturá-la
em
seus
elementos
constituintes,
assim
como
verificar possibilidades do
aproveitamento deles
em
animações
são
desenvolvimentos de uma
poética
cuja
função é
questionar o
mundo, vendo nele
não
só uma
geometria,
mas,
principalmente, uma
maneira de
organização.
Seja no
desenho,
pintura,
escultura,
design,
lustres,
ilustração,
mural
ou
fotografia, Olavo Tenório apresenta uma
mesma
busca
interior de
dispor
aquilo
que
pensa e
que
vê
por
meio de
operações
plásticas
que geram no
observador a
certeza de
que muitas
pesquisas
ainda estão
por
vir na
interação
entre
imagens,
planos,
volumes e
sons
que a
sua
obra sugere.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp,
integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção
Brasil).