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Israel Alves Motta: o amor ao desenho
Israel Alves Motta encontra no desenho um rico universo de expressão visual. É por meio dele, com canetas de nanquim que vai criando pacientemente seu universo de florestas e árvores amazônicas. Vai assim gradativamente trabalhando os detalhes e construindo um mundo particular. O destaque está na forma como lida com os troncos. Eles parecem ganhar vida na maneira que são elaborados com numerosas reentrâncias e linhas que começam a ganhar o espaço com uma espécie de musicalidade oriunda do conhecimento do artista da região. Motta é um homem amazônico à busca de uma representação fiel, mas não por isso isenta de magia. A sua selva está marcada pela presença do mistério e sua devoção à natureza que, com sua força encantadora, tem o poder de seduzir a todo instante. O deslumbramento plástico das imagens está na maneira como o artista utiliza os claros e escuros, principalmente nas cenas noturnas. Nesse momento, evidencia-se uma mágica toda especial, acentuada pelo progressivo conhecimento de Israel dos materiais com os quais trabalha.
Oscar
D’Ambrosio,
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