por Oscar D'Ambrosio


 

 


Nara Amélia Mello

 

            Um significativo dizer plástico

 

            O tratamento gráfico que a artista plástica Nara Amélia Mello dá a seu trabalho provém de um rico diálogo entre a gravura, a aquarela e o bordado. O modo como utiliza as linhas e as cores está profundamente associado a uma concepção visual que se distingue por um lirismo muito pessoal.

            Nascida em Três Passos, Rio Grande do Sul, em 27 de setembro de 1982, ela transita entre as atmosferas da sensualidade e do sonho num movimento difícil de ser mantido, regido pela pesquisa constante e pela maneira econômica, mas precisa de uso das tonalidades.

            A forma de estruturar os planos e a aparição de animais próximos a pessoas em diversas atitudes e posturas impregnam a produção de Nara de uma poética do espaço caracterizada pela sábia existência do branco e pela contenção da escala cromática. Até mesmo um arco-íris aparece de maneira comedida.

            As mais diversas facetas da violência urbana e a presença do fantástico no cotidiano convivem em imagens muitas vezes marcadas pela presença de texto, algo que talvez tenda a se diluir perante a força da gravura, a delicadeza da aquarela e a sutileza do bordado, que, ainda mais quando em associação entre si, são manifestações suficientemente fortes para a construção de uma significativa carreira plástica, em que o pensar, o dizer e o fazer caminham em paralelo com igual veemência.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

 

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 Sobre tudo o que se deve guardar
gravura em metal 143 x 27 cm sem data

 Nara Amélia Mello

 

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