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Inventor, construtor e piloto do 14 Bis, primeiro aparelho mais pesado que o ar que, em 1906, voou publicamente, o aviador brasileiro Alberto Santos Dumont (1873 – 1932) é muito mais que um aeronauta. Tornou-se um ícone da conquista dos céus pelo homem. Percorreu uma trajetória romanesca, consagrando-se como um marco no desenvolvimento da aviação.
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O mal de Ícaro foi não ter respeitado as palavras paternas, que o haviam alertado para não se aproximar em demasia do sol ou da água do mar, pois, respectivamente, o calor e o sal destruiriam as suas asas. Em contrapartida, o espírito empreendedor de Santos Dumont o levou sempre a enfrentar e vencer desafios cada vez maiores. Divulgador do uso por civis do relógio de pulso, criador de uma casa ímpar em Petrópolis, RJ, e amargurado com o uso do avião na Primeira Guerra Mundial, Dumont enfrenta até hoje resistência dos norte-americanos, pois muitos atribuem a invenção do avião aos irmãos Wright.
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Seja no dirigível número 6, no número 9, no mencionado 14 Bis ou no projeto do Demoiselle, Dumont exala capacidade de empreender. Seus mais de 20 balões livres, dirigíveis, monoplanos e biplanos que planejou, construiu e experimentou entre 1898 e 1909, em Paris, passaram para a história como um hino à criatividade.
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Lirismo e delicadeza se mesclam na homenagem a Santos Dumont. O construtor de aviões é reconstruído pela artista, numa jornada imagética que mostra como cada projeto do aviador foi um gigantesco avanço para a humanidade, tanto na ousadia como na inventividade.
Analogamente, guardando as
devidas
Oscar D’Ambrosio, jornalista, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil).
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