|
|
|
Monograma, de Robert Rauschenberg 1) Expressionismo abstrato Realizado
entre 1955/1959, este trabalho combina um 2) Pop art Pioneiro
3) O estudo como fonte Considerado,
portanto, um dos 4) A influência da vanguarda Rauschenberg
une a 5)
Combine painting A idéia de mesclar pintura com escultura tornou-se uma marca registrada, mas o questionamento da arte em si mesma era ainda mais forte. Em 1961, ao ser convidado para participar de uma exposição na Galeria Iris Clert para fazer e mostrar um retrato da proprietária, ele mandou um telegrama dizendo que “Isto é um retrato de Iris Clert se eu digo isso”. 6) Não às idéias, sim aos materiais O
artista dizia 7) Vida e arte Os elos entre vida e arte ganham na trajetória de Rauschenberg muitos contornos. Em 1966, a lado de Billy Klüver, lançou o Experiments in Art and Technology (E.A.T.), que consistia numa organização não-lucrativa criada para promover a colaboração entre artistas e engenheiros. Dezoito anos depois, ele anunciou seu Rauschenberg Overseas Culture Interchange (ROCI), nas Nações Unidas. O projeto incluía uma viagem de sete anos por dez países para estimular a paz mundial. Em cada um deles, México, Chile, Venezuela, Beijing, Tibet, Japão, Cuba, URSS, Alemanha e Malásia, deixou uma obra de arte. É claro que o seu trabalho, seja de pintura, desenho, fotografia, assemblages e outros suportes e materiais, sofreu a influência dessas regiões. A aventura ROCI, financiada pela National Gallery of Art de Washington, D.C., foi mostrada ao público em 1991. 8) Pintura e escultura Além da mencionada fusão entre a pintura e a escultura, Rauschenberg atuou em outras áreas. Ganhou por exemplo um Prêmio Grammy pelo design do álbum Speaking in Tongues da banda Talking Heads. Também se envolveu em polêmicas ao apagar um desenho do artista de Kooning, que solicitou ao colega para essa proposta. 9) Cotidiano e arte Outra
experiência digna de registro ocorreu em 1951, quando realizou a série
de Pinturas brancas. Na tradição da pintura monocromática, buscava a
experiência mais pura possível da pintura. O músico John Cage as
descreveu como “aeroportos de luzes, sombras e partículas”. Qualquer mudança de luz na atmosfera deixava ali a sua marca. 10)
Objetos diários populares Rauschenberg recolhia lixo e objetos nas ruas de Nova York e os levava para o seu ateliê, onde os incorporava ao seu trabalho. Sua busca era pelas surpresas que essas justaposições poderiam gerar. O contexto diferente em que era colocado o objeto gerava o inesperado. Dessa maneira, os limites entre pintura e escultura, que ajudou a abolir, se fundiam em obras de arte, principalmente as realizadas entre 1954 e 1962. Posteriormente, agregou mais e novos elementos, como papéis, fotos, tecidos, refugos urbanos e até animais empalhados, como ocorre na misteriosa e encantadora obra chamada Monograma. Oscar
D’Ambrosio é mestre
|