por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Mi Castelani

 

            A cor como linguagem

 

            A arte de Mi Castelani é marcada pelo visceral. Colorista nata, oferece, em seus trabalhos, uma jornada em que o observador tem que dar a si mesmo a liberdade de ver. Seu interesse não está na representação, mas na interpretação, na forma como vê, pensa e recria o mundo.

            A busca da artista é pela essência. Isso significa um processo construtivo em que se vale, geralmente, de numerosas camadas, texturas e efeitos com verniz, entre outros, para atingir um resultado em que o principal está no exercício contínuo de uma comunhão com o observador.

            Seja em seus trabalhos abstratos ou naqueles em que foca animais ou visões poéticas do povo brasileiro, sua marca registrada é o contorno branco que ressalta as figuras. Ele surge como elo contínuo e vital que acompanha tudo o que existe no mundo e suas infinitas relações.

            A cor é a linguagem primordial da artista. É na forma como articula o jogo cromático que sua arte aparece como uma expressão plástica de um sentimento caracterizado pela consciência das aproximações possíveis entre o homem e a natureza por meio da essência energética e plástica.

            Perante uma pintura de Mi Castelani, não está em questão a simulação, mas sim a forma de transfiguração por meio de uma poética que tem como diferencial o trabalho com as tintas para consolidar um universo em que a cor predomina como linguagem e como declaração de amor à harmonia possível do mundo e dos seres que nele convivem.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pela Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (AICA-Seção Brasil).

 

 
 

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 Os camaleões
80 x 100 cm técnica mista sem data

Mi Castelani

 

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