por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Meire Levin

 

            A arte que nasce da inquietação

 

            O tempo e a memória são o ponto de partida da arte de Meire Levin. Esses dois elementos, de modo geral, estão presentes no repertório de todos nós e geram, em cada trajetória existencial, as mais diversas inquietações. A grande questão é transformar esses sentimentos em obra de arte.

            Meire Levin obtém sucesso porque reescreve a sua história por meio de seu trabalho plástico. Isso significa dar à própria caminhada emocional uma dimensão concreta. Muito mais que experiências plásticas com diversos materiais, a artista oferece em sua trajetória um depoimento sobre o que significa a vida.

            Seja na mala que remete às suas origens judaicas, no livro-objeto que funciona como roteiro de memórias, nas pinturas em que ocorre a desconstrução do figurativo e nos diálogos entre camadas de tinta, pedra, de mármore, texturas e recursos plásticos, a artista, principalmente quando mergulha na abstração, cria instantes de denso lirismo.

            As obras de Meire Levin são resultado da passagem do tempo e do processo seletivo da memória. Constituem a consecução do processo de obter uma resposta visual para um percurso vivencial. Isso significa obter, a partir das veredas pessoais, resultados plásticos questionadores do sentido cotidiano de nossa caminhada pela vida.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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  In Pétrea
técnica mista sobre tela 90 x 220 cm sem data

Meire Levin

 

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