por Oscar D'Ambrosio


 

 


Maria Tereza Braz

 

            Criatividade inquieta

 

            A arte chamada naïf, geralmente ligada a artistas autodidatas, tem como grande dificuldade o fato de fugir de qualificações simples. Pela razão de englobar diversas manifestações, acaba gerando discussões conceituais estéreis que, muitas vezes, retiram o foco daquilo que é mais importante, a obra em si mesma.

            As pinturas em tinta acrílica da artista autodidata portuguesa Maria Tereza Braz, principalmente quando se debruçam sobre o universo rural e sobre alguns personagens típicos, como um casal dançando em uma praça ou uma cantora de fado próxima a um músico, oferecem um exemplo de instauração de uma pessoal relação com o espaço.

            Há a busca de composições nas quais expressa sua forma de conceber situações geralmente criadas a partir de um cotidiano possível. Nesse sentido, destaca-se a maneira de colocar a lua e o sol em situações não-realistas, mas plenas de significado estético. Evidencia-se que o fundamental não é a cópia da realidade, mas a sua interpretação.

Uma característica da artista está na autenticidade daquilo que apresenta. Suas pinturas são uma sincera caminhada dentro de uma visão peculiar de mundo A forma de estabelecer elos entre as figuras revela criatividade, na busca das soluções, e inquietação, na procura de alternativas visuais, qualidades essenciais na arte.

             

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 
 

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 Viola menina
acrílica sobre tela 40x50 cm sem título

 Maria Tereza Braz

 

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