Marcos
Oliva
Música
visual
O
músico e
artista
plástico
Marcos
Oliva oferece
em
suas
paisagens, uma
cadência marcada
pelo
estabelecimento de
ritmos harmônicos.
Mesmo
quando existe o
uso de
cores
mais
fortes, há, na
forma de
pintar a
proposta de
evitar
confrontos
visuais. É no
andamento
suave
que
sua
trajetória se realiza.
A
representação do
real,
como as
imagens do
Parque do Ibirapuera, na
capital
paulista, ocorre
com
fidelidade e
com a
alma de
um
músico.
Não se
trata de
mera
metáfora,
mas do
sentimento,
expresso
pelo
próprio
criador, de
que
trabalha “no
Espaço
para
criar o
Tempo”.
As
telas
em
óleo do
artista fazem
pensar
justamente
sobre os
elos
entre
artes distintas. Ao
revelar
que
sua
formação
dupla é
importante na
concepção
plástica
que apresenta, gera a
inquietação de
indagar as
relações
entre
músicos e
pintores na
história da
arte,
principalmente
quando uma
mesma
pessoa se dedica a essas duas
atividades.
Observar os
quadros de
Marcos
Oliva
apenas
como
um
resultado da
sua
expressão musical e do
seu envolvimento
com as
partituras é
um reducionismo. Há neles uma
legítima
expressão
plástica no
sentido da
transmissão de
estados de
espírito,
geralmente
prazerosos, reconhecíveis pelo
equilíbrio do
espaço e
amor à
natureza.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP,
integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção
Brasil).