por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Luiza Urtado

 

            A poética das cortinas

 

            Quando se pensa numa cortina, ela pode evocar as mais diversas analogias, principalmente as ligadas com o ato de cobrir e descobrir realidades e desvendar segredos. Elas têm o poder de transformar, em questão de segundos, o velado em explícito

            As obras de Luiza Urtado caminham nesse sentido pela exploração técnica e plástica desse símbolo e de suas conotações. A partir de fotografias, gravuras e impressões a partir de uma placa de gesso, chegou à serigrafia como  forma de expressar as texturas e movimentos do pano de uma cortina.

            O mais surpreendente, porém, está na forma de mostrar as obras. Uma transmite ao fundo sombras, estabelecendo a atmosfera de sugestões e de delicadeza. A outra trabalha com  pedaços de tecido de cortina, gerando um diálogo rico entre aquilo que é utilitário no mundo que consideramos real e aquilo que ele pode ser no imaginário.

A ambigüidade dessas impressões dá às cortinas plásticas de Luiza Urtado extrema fluidez, num clima de mistério e sedução visual. O conjunto vale pela maneira como o tema é desenvolvido sem se perder no discursivo, mas com intensa pesquisa visual e montagem que valoriza as sutilezas propostas pela artista.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

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 Sem título
gravura 40 x 50 cm sem data

Luiza Urtado

 

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