Leila BE
Integração do mundo
O
trabalho
com a valorização das
formas
circulares e os vazados é uma
importante
faceta das
esculturas de Leila BE. A
artista desenvolve uma
pesquisa
visual caracterizada
pela
busca de
soluções e regida
pela
inquietação de
encontrar uma
linguagem
apropriada
sobre os
mistérios do
corpo.
Seja
individualmente
ou
em
pares, a
silhueta
humana é
um
tema
recorrente e apresenta
grande força. Existe a interação entre o
corpo feminino e o masculino e um diálogo constante entre aquilo que é
interno e o externo, entre o que se apresenta escondido e o que pode ser
revelado.
Essa
fascinação
pela
matéria de
que somos
feitos está
dentro de
toda uma
linha de
pensamento
em
que valoriza a
anatomia
não
como uma
verdade
absoluta,
mas
como uma
ferramenta
necessária
para uma
visão
mais
completa e
complexa daquilo
que
nos
torna
humanos
em
termos de
forma e
conteúdo.
Leila BE
não perde de
vista
que a modelagem do
corpo é
um
ato
criador
por
excelência. A
maneira
como
trata os
pares evidencia a
sua
visão de
mundo
como uma
integração
constante
entre o
pensamento e a
ação e,
acima e
tudo,
entre o
ver o
mundo, o
sentir a
sua
presença e a
transformar
esses
dois
fatores
em
obra de
arte.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes da Unesp, integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Arte (AICA-
Seção Brasil).