por Oscar D'Ambrosio


 

 


Leila BE

 

            Integração do mundo

 

            O trabalho com a valorização das formas circulares e os vazados é uma importante faceta das esculturas de Leila BE. A artista desenvolve uma pesquisa visual caracterizada pela busca de soluções e regida pela inquietação de encontrar uma linguagem apropriada sobre os mistérios do corpo.

            Seja individualmente ou em pares, a silhueta humana é um tema recorrente e apresenta grande força. Existe a interação entre o corpo feminino e o masculino e um diálogo constante entre aquilo que é interno e o externo, entre o que se apresenta escondido e o que pode ser revelado.

            Essa fascinação pela matéria de que somos feitos está dentro de toda uma linha de pensamento em que valoriza a anatomia não como uma verdade absoluta, mas como uma ferramenta necessária para uma visão mais completa e complexa daquilo que nos torna humanos em termos de forma e conteúdo.

            Leila BE não perde de vista que a modelagem do corpo é um ato criador por excelência. A maneira como trata os pares evidencia a sua visão de mundo como uma integração constante entre o pensamento e a ação e, acima e tudo, entre o vermundo, o sentir a sua presença e a transformar esses dois fatores em obra de arte.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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  Raízes
terracota 72 x 37 cm 1996

Leila BE

 

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