Kika Magalhães
O
poder do
gesto
A
busca
por uma
manifestação
livre é
um
dever do
artista
plástico. É na
procura de uma
expressão
própria
que o
potencial
criativo se realiza
em
cada
nova
obra. A
essência está
em
sempre se
esforçar
para
dar
um
passo
adiante, seja na
técnica, na
composição
ou na
forma de
lidar
com o
espaço e os
materiais.
Kika
Magalhães, a
partir de
suas
aulas na
Escola Panamericana de
Arte, desenvolveu a
habilidade do
desenho,
mas foi
nos grafismos,
que a acompanham
desde
sempre,
que encontrou a
soltura dos
traços e a
melhor
maneira de
colocar as
cores nas
áreas. Achou
assim
um
caminho
particular
para a
sua
abstração e o
seu
gesto.
Cubos
que
não se encerram,
círculos
igualmente
incompletos e
quebras de
expectativa
visual
são entremeados
pelo
diálogo
entre as
cores primárias e as
complementares. O
trabalho funciona
principalmente
quando
ela
usa a
tinta
acrílica, tendo a
lona
em
grandes
dimensões
como
suporte.
As
lonas, se penduradas, seja na
horizontal
ou na
vertical, propiciam uma
sensação de
beleza transmitida ao
observador. A
abundância de
cores e a
presença de grafismos contribuem
para
um
resultado
plástico
em
que a
cor e
gesto têm
um
papel
primordial.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes da UNESP, integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Arte (AICA-
Seção Brasil).