por Oscar D'Ambrosio


 

 

 

Isabelle Ribot

 

            O fascínio do jogo

 

            Há artistas em que a produção visual é algo que emana das vísceras numa espécie de parto natural. Cada nova criação surge além de uma preocupação programática ou de uma necessidade de mercado. Simplesmente acontece porque provém de um movimento interior que está além da análise ou do reducionismo técnico.

            Isabelle Ribot representa bem essa tendência. Sua linguagem mais poderosa se dá na criação de bobinas de papel ou de tela de mais de 10 metros de comprimento, posteriormente recortadas. Surgem assim narrativas muito pessoais comandadas por cores e alguns símbolos essenciais, como os naipes de cartas de baralho.

             A série de telas que tem como personagem central a enigmática Idoru espelha justamente essa vontade de estabelecer paradigmas próprios, em que o sonhar e o viver se aproximam. Jogos inventados, reproduções das telas originais e a idéia onipresente de que todo suporte pode ser cortado e recortado estabelecem uma identidade.

            Há uma figuração diferenciada que revela um acreditar na estilização da representação para comunicar facetas da existência. Isso se alia à convicção da vida como um sutil jogo de azar, regido por regras vinculadas ao acaso,  quase nunca claras ou justas, onde cada um se movimenta regido pelo talento e persistência.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

 

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  Os laços de Idoru 
acrílica e vinílica sobre tela 190x150 cm sem data

Isabelle Ribot

 

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