Helena Coluccini
A
arte de
ver
A
escultura de
Helena Coluccini
nos transporta
para a
Índia,
país
com uma
experiência
espiritual cristalizada
nos
templos tântricos,
que vêem o
corpo
como
um
local
sagrado.
Espectros do
passado, despertam
interesse arquitetônico e
artístico,
pelo
número e
qualidade de
esculturas e
relevos, boa
parte de
caráter
erótico e
sexual.
A
artista evoca
justamente
esse
universo
em
que se
trata das
relações
carnais e das
mais diversas
posições
sexuais seguindo os
ensinamentos e
visões do
amor do Kama Sutra,
antigo
texto
indiano sobre o
comportamento sexual, considerado o
maior trabalho sobre o
amor na
literatura
sânscrita.
São
evidentes as
ligações desse
conjunto de
esculturas e da
obra de Coluccini
com o tantrismo,
filosofia
comportamental
hindu
de
características
matriarcais,
sensoriais
e desrepressoras
que
busca
o
desenvolvimento
integral
do
ser
humano
nos
seus
aspectos
físicos,
mentais
e
espirituais.
Helena Coluccini faz a
sua releitura dessas
paredes dos
templos,
cobertas de
esculturas
em
cada
centímetro.
Ela se apropria plasticamente do
universo
indiano e,
dentro de
sua
visão, privilegia a
união e
entrelaçamento de
corpos numa
lógica
interna no
sentido de
ressaltar
emoções.