Guerino Grosso
Vivas
naturezas-mortas
O fascínio
pelas naturezas-mortas foi o tema principal da obra do artista
plástico Guerino Grosso. O gênero é consagrado na história da arte
como uma oportunidade de desenvolver a técnica, pois toda a energia do
pintor está voltada para a forma da composição, o equilíbrio das cores
e a maneira de realizar os fundos, numa prática artística desenvolvida
ao máximo.
Nascido em
Rio Claro, SP, em 28 de abril de 1907, Guerino era filho de Francisco
e Florinda Grosso, tradicionais comerciantes da cidade. Aos 10 anos,
já em São Paulo, começou a estudar desenho e pintura com Lúcia Machado
e Igino Acquarone. Cursou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Foi
sócio-fundador, professor e conselheiro da Associação Paulista de
Belas Artes.
Sua carreira
foi ganhando progressivo destaque, marcada por dois prêmios, em 1942 e
1980, no Salão Paulista de Belas Artes, do qual participou mais de um
dezena de vezes, que o homenageou postumamente no ano de seu
falecimento, em 1988. Com obras disseminadas entre colecionadores e
galerias do Brasil, Portugal, Chile, Itália, Estados Unidos, Argentina
e Canadá, especializou-se na pintura das mencionadas naturezas-mortas,
além de figuras humanas, cenas com animais e nus.
A forma
plástica como realiza as suas naturezas-mortas revela esmerada
técnica, assim como os trabalhos em que constrói naturezas-vivas,
marcadas pela presença de animais, ou ainda fundos de quintais em que
a cor e a vivacidade da distribuição dos elementos constituintes dos
conjuntos plásticos ferecem uma visão espirituosa de cada cena,
tornando seus quadros repletos de vida e vibração interior.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp,
integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção
Brasil).