Grande
Salão de
Artes de
Santa
Bárbara d’Oeste
2008
Toda
manifestação
plástica contém uma
educação
visual do
mundo. A
seleção de
material
para
um
salão de
arte gera uma
reflexão
sobre os
critérios e
paradigmas utilizados,
principalmente
quando,
como ocorreu no
presente
caso,
um
significativo
número de participantes levou a
comissão julgadora a
ampliar o
número de
trabalhos
selecionados
anteriormente delimitado.
Das reflexões
dos cinco integrantes da comissão, algumas observações devem ser
compartilhadas com os artistas que enviaram obras, tanto aqueles que
tiveram seus trabalhos aprovados como os que, por algum motivo, não
participarão da edição de 2008 do evento.
Um
conselho
inicial diz
respeito ao
uso
indevido de
imagens,
algo
bastante
comum
em
candidatos
que mandaram
trabalhos de
fotografia. É
importante
frisar
que
utilizar uma
foto de uma
pessoa
sem a
devida autorização constitui
crime
ético e
penal, seja
para
exaltar a
beleza de
outrem
ou
mesmo
para
denunciar uma
questão de miserabilidade.
O
respeito ao
regulamento no
que tange a
dimensões das
obras a serem expostas
também merece
breves
considerações.
Aqueles
concorrentes
que ignoram o
que está
escrito devem
lembrar
que
certas
normas
são exigidas
não
para
dificultar a
vida dos participantes,
mas
por
questões de
ocupação do
espaço,
limitações
técnicas de
montagem
ou
características intrínsecas de
cada
exposição.
O
mesmo se aplica à remessa das
fotografias dos
trabalhos.
Não se
trata
apenas de
seguir
tamanhos predeterminados. A
questão é
respeitar o
próprio
fazer
artístico e a
comissão julgadora,
pois o
artista
digno de
tal
nome
precisa
ter
um
compromisso
com
si
mesmo de
encaminhar
imagens
que sejam o
seu
máximo,
tanto
em
ternos de
foco
como de
fidelidade às
cores.
Dessa
maneira, a
comissão terá
condições de
desempenhar
melhor o
seu
papel.
Isso inclui
não
só
poder
trabalhar a
partir de
fotografias de
melhor
qualidade
técnica,
como
também o recebimento
correto e
completo das
informações
em
ternos de
técnica,
título,
medidas e quaisquer
outros esclarecimentos
que o
candidato
julgar
necessário
para o
comitê de
seleção.
O envio de obras de
diferentes séries ou técnicas, sem compor uma unidade, também prejudica o
processo de seleção. A busca de uma linguagem plástica regida por
critérios de composição e a apresentação de um pensamento visual e de um
projeto estético são fatores levados em conta no momento de discutir quais
trabalhos devem ou não integrar um evento plástico de relevância.
O
domínio da
técnica escolhida, concretizada da
melhor
maneira
possível e apresentada
com
seriedade e
sem
improviso ao
júri de
seleção, é
um
quesito
fundamental,
assim
como a
originalidade, entendo-se esta
como a
intenção de
apresentar uma
expressão
pessoal e
única
em
sua
verdade
interior.