por Oscar D'Ambrosio


 

 


Gilvan Cabral: respeito aos materiais

 

É no domínio de madeiras, como pau-brasil e mogno, e metais, como cobre, que o escultor goiano Gilvan Cabral desenvolve a sua linguagem. Autodidata, realiza um trabalho figurativo que se vale de tipos regionais, Madonas e casais, com uma cativante verticalidade. As fisionomias do artista despertam interesse por algumas marcas registradas, como as testas largas e um ar indagador. 

A lírica de suas esculturas está na maneira elegante de tratar o material e na devoção ao próprio trabalho, expresso em duas dimensões: o respeito à madeira, com sua linguagem própria, e à figura humana, tratada sempre como ponto de partida.

Mesmo quando há uma liberdade no tratamento das formas, mantém-se o pressuposto básico de que o resultado de esculpir os mais diversos materiais a partir de formas humanas é um ato de criação e, ao mesmo tempo, de devoção ao corpo. Nessa combinação entre ousar  e manter os modelos existentes, Gilvan Cabral oferece um trabalho bem conhecido no Centro Oeste brasileiro – e que merece se espalhar pelo País.

 

Oscar D’Ambrosio, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil).

 


 

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