por Oscar D'Ambrosio


 

 


Esculturas que conquistam o espaço e as paredes

 

Quando uma escultura, tridimensional em sua essência, pode ser colocada numa parede, usa-se a expressão relevo de parede. De certa maneira, ela evoca, desse modo,  trabalhos escultóricos mais clássicos, oferecendo, porém, a possibilidade de ser colocada, retirada ou transportada de acordo com a necessidade.

            Na arte da escultura, um relevo é justamente uma obra onde uma forma se projeta de um fundo plano. Dependendo da profundidade e da técnica, ele é chamado de baixo-relevo ou alto-relevo, com bastante material removido e o restante projetado do fundo plano, quase como se fosse a parte visível de uma escultura embutida na pedra.

É nesse contexto que esculturas  de artistas como Adina Worcman, Caciporé Torres, Cid Freitas, Fernando Durão, Luis Bayón, Mirthes Bernardes e Virginia Sé, guardadas as proporções, devem ser revistas. Adina trabalha com questões ligadas à feminilidade, Caciporé mostra um mundo masculino.

Cid Freitas e Mirthes Bernardes manifestam seu poder de utilizar as diversas possibilidades do esmalte, respectivamente com formas menos concretas ou com árvores em fantásticos espaços imaginários. Luís Bayón e Fernando Durão e Virginia Sé, por seu turno, exploram o espaço. 

No conjunto, evidencia-se a força dos artistas no ato de dominar o material e interagir com ele. É nesse exercício que cada um apresenta a sua relação com procedimentos técnicos e com o mundo, estabelecendo situações de maior ou menor harmonia e diferenciadas concepções de equilíbrio plástico e existencial.

 

            Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

 



 

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