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Gavira
Engates e dormentes
Os trens estão em boa parte da imaginação da população nacional, principalmente a do interior. Eles alimentaram os sonhos de toda uma geração e infelizmente foram desaparecendo em função de outras escolhas da política nacional de transportes.
Ao realizá-los
A
Ao retomar um assunto que lhe é familiar, já que os trens povoaram a sua infância, e dar-lhe uma feição contemporânea, pelo diálogo entre o bronze e a madeira, Gavira emociona e envolve o observador. Sua arte conquista assim por juntar a memória à técnica. A frieza do metal ganha humanidade pela conversa com o elemento orgânico e por aquilo que evoca de lembrança e de imaginário coletivo enquanto obra de arte. Cada engate é um elo com o mundo dos trens e com um mundo que poderia ter sido e não foi, mas que continua a ser evocado em nossa mente.
Oscar D’Ambrosio,
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