Pintores autodidatas
apresentam diversas formas de expressão. Há aqueles, como Nilson
Pimenta, no Mato Grosso, que optam
pelas tonalidades menos vibrantes, realizando uma crônica de fatos
jornalísticos ou cenas da região. Outros, como Dilvan Borges,
mergulham no universo da cor.
Seja a temática
uma piracema, uma plantação ou uma paisagem, no formato tradicional
retangular ou de mandala, o que cativa em sua pintura, desde o
primeiro olhar, é a maneira como as cores e as formas interagem no
sentido de criar atmosferas de sonho, em que os movimentos visuais são
propiciados pela combinação entre elas.
Com o
passar dos anos, este jovem artista goiano tende a um aprimoramento
cada vez maior se souber dar ao seu inegável talento de colorista uma
dimensão plástica baseada no sucessivo trabalho com as formas em
busca de uma linguagem progressivamente encantadora em que a
espontaneidade própria dos autodidatas estabeleça uma dimensão poética
alicerçada na criação de climas fantásticos, regidos pela
criatividade e pelo poder de surpreender a cada tela.
Oscar
D’Ambrosio, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade
Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação
Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil).