por Oscar D'Ambrosio


 

 



 
Dez mandamentos para mergulhar na 28ª Bienal de São Paulo

 

1 - Ir à Bienal. É impressionante o número de textos veiculados pela Internet de pessoas falando sobre a Bienal do “vazio”, como se não houvesse obras – e há 42 artistas selecionados;

2 – movimentar-se para que os pichadores e grafiteiros, assim como outros artistas, sejam autorizados a ocupar o segundo andar, este sim, vazio;

3 – Refletir sobre o projeto Phenotypes, desenvolvido pelo italiano Armin Linke. Ele coloca em prateleiras 700 fotos. O visitante da instalação escolhe oito imagens e as coloca na ordem que deseja vê-las impressas. Um computador identifica as preferências feitas. É estabelecido então um pequeno livro pessoal que cada um leva para sua casa;

4 – entrar no jogo do hondurenho radicadonos EUA Paul Ramirez Jonas. Sua proposta é trocar as chaves dos visitantes por uma cópia da chave de uma das portas do pavilhão;

5 –  utilizar o escorregador do belga Carsten Höller (e perguntar-se se isso é mero divertimento ou ocupação do espaço);

6 – Conhecer o trabalho de Helena Almeida, fotógrafa portuguesa que participou do seminárioEncontro com o artista” promovido pela Bienal;

7 – Repensar as Bienais passadas nos seminários realizados antes e durante a 28ª Bienal;

8 – Conhecer a Bienal Paralela. É a reunião de obras de 61 artistas de 11 galerias paulistanas nos galpões do Liceu de Artes e Ofícios. Entre os destaques, Nuno Ramos e Sandra Cinto;

9 – Visitar a Off Bienal 3. Destacam-se pinturas realizadas por índias Kayapó do Estado do Pará, e trabalhos de Baravelli, Cláudio Tozzi, Guto Lacaz e Aguilar; e

10 – Compreender que a arte da bula venceu. Tão ou mais importante que o trabalho é como se explica a proposta que ele encerra.

 

            Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 



 

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