1 - Ir à
Bienal. É
impressionante o
número de
textos veiculados
pela
Internet de
pessoas falando
sobre a
Bienal do “vazio”,
como se
não houvesse
obras – e há 42
artistas
selecionados;
2 – movimentar-se
para
que os
pichadores e
grafiteiros,
assim
como
outros
artistas, sejam autorizados a
ocupar o
segundo
andar,
este
sim,
vazio;
3 –
Refletir
sobre o
projeto Phenotypes,
desenvolvido
pelo italiano Armin Linke.
Ele coloca
em
prateleiras 700
fotos. O
visitante da
instalação escolhe
oito
imagens e as coloca na
ordem
que
deseja vê-las impressas.
Um
computador identifica as
preferências
feitas. É estabelecido
então
um
pequeno
livro
pessoal
que
cada
um
leva
para
sua
casa;
4 –
entrar no
jogo do hondurenho radicadonos EUA Paul
Ramirez Jonas.
Sua
proposta é
trocar as
chaves dos visitantes
por uma
cópia da
chave de uma das
portas do
pavilhão;
5 –
utilizar o
escorregador do belga Carsten Höller (e
perguntar-se se
isso é
mero
divertimento
ou
ocupação do
espaço);
6 –
Conhecer o
trabalho de
Helena Almeida,
fotógrafa portuguesa
que participou do
seminário “Encontro
com o
artista” promovido
pela
Bienal;
7 –
Repensar as
Bienais
passadas
nos seminários realizados
antes e
durante a 28ª Bienal;
8 –
Conhecer a
Bienal
Paralela. É a reunião de
obras de 61
artistas de 11
galerias paulistanas
nos
galpões do
Liceu de
Artes e
Ofícios.
Entre os
destaques, Nuno
Ramos e Sandra
Cinto;
9 –
Visitar a
Off
Bienal 3. Destacam-se
pinturas realizadas
por índias Kayapó do
Estado do
Pará, e
trabalhos de Baravelli, Cláudio Tozzi, Guto
Lacaz e Aguilar; e
10 –
Compreender
que a
arte da
bula venceu.
Tão
ou
mais
importante
que o
trabalho é
como se explica a
proposta
que
ele
encerra.
Oscar
D’Ambrosio,
jornalista e
mestre
em
Artes
Visuais
pelo
Instituto de
Artes da UNESP, integra a
Associação
Internacional de
Críticos de
Arte (AICA-
Seção Brasil).