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. Constantino
O amor pela humanidade
Há artistas plásticos que gostam de seres humanos. Esse é o caso de Constantino Marques. A base de seu trabalho está na paixão pelo desenho e na observação de pessoas na cidade de São Paulo. A somatória dessas características gera obras em que a cor, embora fundamental, é colocada a serviço de uma interpretação de rostos das mais variadas raças e nas mais diversas situações. O Brasil, com sua riqueza étnica e cultural, é um universo fértil para o artista exercer um expressionismo tropical, em que se vale das camadas de pinturas próximas ao modo europeu de pintar, mas com um gosto muito latino pelo humor e pela visão crítica obtida pela deformação proposital e pela quebra de proporções posta a serviço da composição e da ruptura das expectativas da arte acadêmica. As formas arredondadas, os tons quentes, com predominância de amarelos e vermelhos e os contornos bem definidos, muitas vezes destruídos com camadas de tinta, compõem um universo marcado pela observação atenta das pessoas. Constantino gosta delas e as retrata com o poder de um cronista urbano, atento a quem está ao seu redor, com seus numerosos atributos, nem feios nem bonitos, mas maravilhosamente humanos.
Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).
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Família unida
óleo sobre tela 4 m x3 m 2003
Constantino