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FJM Fialho Conexões interpretativas Cada um de nós está imerso hoje num mundo de relações pautadas pela velocidade. Isso faz com que participemos do coletivo, embora, paradoxalmente, ocorra uma progressiva individualização. Fazer parte de um todo sem se sentir um pedaço dele constitui um peso e um desafio para os artistas plásticos. Filho de diplomata, FJM Fialho viajou por muitos países e vivenciou literalmente mil e uma experiências. Essa prática existencial o leva a encontrar na série “Conexões interpretativas” uma forma de instaurar uma visão de mundo em que, por meio do desenho, torna-se possível dizer que os elos ainda existem, apesar de tênues. As ligações entre as formas são altamente relevantes no processo de erguer uma espécie de castelo ou paisagem que não é urbana ou rural, mas interior. Trata-se de uma documentação pessoal e abstrata de um caminhar que procura fugir do óbvio para mergulhar nas emoções. FJM Fialho oferece um diálogo entre a sua interpretação de mundo e a dos outros. Não há dogmatismo, mas a sensibilidade mostrada pela construção de linhas que ligam os espaços e transmitem, ora com delicadeza, ora pelo uso de tons mais quentes, uma visão rica e pessoal de um universo cada vez mais complexo.
Oscar D’Ambrosio,
jornalista e mestre
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