por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Cláudia Tramutola

 

            O espaço da liberdade

 

            A escultura é uma técnica que lida basicamente com o espaço. Isso exige o desenvolvimento de um pensar que requer do observador uma análise em 360º daquilo que . Nesse sentido, o mistério reside, muitas vezes, em levar o público a buscar os segredos de uma peça.

            Cláudia Tramutola, com suas figuras femininas, segue uma trajetória que pode indicar uma pesquisa rumo a essa direção. Nesse aspecto, o movimento que concede às suas criações caminha para uma maior exploração do espaço. Afinal, as essências da  alma feminina e da escultura têm em comum a mesma preocupação de desnudamento das aparências.

            Após uma iniciação em técnicas bidimensionais, como batik, aquarela, lápis de cor e tinta acrílica, a artista sentiu a necessidade de partir para o tridimensional e chegou ao mundo das esculturas, trabalhando com resina e bronze, em busca de uma expressão cada vez mais aprimorada.

            A idéia da dualidade e do espelhamento, inclusive com o uso das cores branco e preto, reforça o processo de Cláudia Tramutola de se lançar progressivamente na conquista dos vazios que a escultura oferece. Trata-se de um andar gradual para fora dos suportes planos, rumo ao girar de cada peça em suas multifacetas.  

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

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  Sereias
39 x 54 x 13 cm resina de poliester

Claudia Tramutola

 

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