por Oscar D'Ambrosio


 

 

 

 

Cecília Pupo

 

            O resplandecer da aquarela

 

            O universo das artes visuais encerra um sem-número de mistérios, marcados pelo processo de composição de cada criador. A sua expressão final é o resultado de todo uma pesquisa de seleções e combinações que envolvem desde a técnica com a qual se trabalha até  o assunto enfocado nas imagens.

            Nascida em Mogi-Guaçu, SP, em 1942, mas radicada em Campinas, SP, Cecília Pupo encontra na aquarela uma expressão autêntica. Talvez isso se deva em boa parte à rapidez do fluir da água e à impossibilidade do erro, características que favorecem o aflorar de uma linguagem contundente e verdadeira.

            A aquarela torna-se uma espécie de libertação para a artista, que pode dar vazão à sua riqueza interior por meio de manchas que, associadas ou não a formas encontráveis no mundo, traduzem um sentimento de reflexão constante sobre a vida e sobre a arte como manifestação de sentimentos.

            O respeito à natureza, visível em trabalhos sobre a Patagônia, encontra ressonância na aquarela pelo diálogo que ela gera entre aquilo que o criador plástico deseja fazer e aquilo que efetivamente atinge. É na comunicação entre essas duas variáveis, nos interstícios de ambas que as imagens de Cecília Pupo resplandecem.

           

 Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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 Patagônia - Condor V 
aquarela 25x35 cm sem data

Cecília Pupo

 

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