por Oscar D'Ambrosio


 

 


Aniz Tadeu

 

            A presença do corpo

 

            A matriz da sensualidade e da sedução é o corpo. Levá-lo para a tela constitui um desafio. O excesso pode ser fatal em termos de deixar explícito o que vale mais enquanto implícito e o trabalho em demasia da sutileza e da transparência pode também não ser uma solução plástica interessante para ressaltar o tema desejado.

            As telas Puberdade, Mulher e Beco das putas, do artista plástico Aniz Tadeu,  introduzem o observador num mundo marcado pela sensualidade e pela presença de um pensamento que valoriza os traços femininos como uma maneira de integração do ser humano ao ambiente.

            A existência de fundos com imagens que evocam pinturas ancestrais nas cavernas da pré-história parecem ser referências diretas de como a sexualidade, assim como padronagens com desenhos geométricos, aparece desde os primórdios da humanidade nas artes visuais.

            O pintor oferece a possibilidade de refletir sobre os elos entre o espaço, a figura e o fundo. Propicia ainda fomentar a discussão de como o jogo entre revelar e esconder constitui uma questão fundamental quando se pensa não o assunto do corpo, mas principalmente a maneira como ele é tratado pelo ser humano ao longo de sua história.

             

            Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pela Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica – Seção Brasil).

 

 
 

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 Puberdade
óleo sobre tela 110 x 80 cm sem data

Aniz Tadeu

 

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