por Oscar D'Ambrosio


 

 


 

Aline Hannun

 

            Alegre lirismo

 

            Casas com portas, janelas e paredes pintadas de uma maneira bastante peculiar são alguns dos temas presentes na obra plástica de Aline Hannun. Mesmo quando elabora paisagens com grupos de residências, são as suas construções arquitetônicas que acabam chamando a atenção pela forma como desenvolve seu trabalho de cor.

            Algo análogo ocorre com a maneira como dá vida à natureza, com folhas em proporções muito próprias que instauram uma espécie de realidade fantástica, paralela à nossa, com marcas pessoais que tornam suas telas reconhecíveis a distância e logo ao primeiro olhar.

            O assunto das janelas e paredes estabelece uma ampla dimensão simbólica, pois indiciam a transformação a quem todos nós estamos sujeitos. A construção de uma parede é, em última análise, uma barreira a ser transposta, e o ato de pintar uma janela constitui uma simbólica abertura e libertação.

            Mesmo o uso de cores quentes e a utilização de figuras com pontas mais agudas e menos arredondadas não constitui, em momento algum, um resultado agressivo. Curiosamente, pela maneira como realiza as suas composições e articula as relações cromáticas, as telas de Aline Hannun apontam sempre para um lirismo, marcado pelo casamento da sensibilidade, da alegria e da busca permanente pelo aperfeiçoamento técnico. 

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

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 Portas Abertas I
acrílica sobre canvas sobre tela e verniz 50x60 cm 2006

Aline Hannun

 

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