por Oscar D'Ambrosio


 

 

 

 

Adriana Brito

 

            A essência do cerrado

 

            Desenvolver um olhar sobre a natureza é um desafio do artista plástico. No momento em que ele passa a ver aquilo que todos vêem de um novo jeito, estabelece a gestação de uma produção que sai do abstrato e atinge a concretude. Saber olhar, nesse aspecto, equivale a conhecer e dar forma a um novo mundo.

            As folhas do cerrado são a grande inspiração da artista plástica Adriana Brito. Nascida e, Brasília, DF, em 1968, ela atinge seus melhores resultados na série Rajado. São telas em que a massa e a textura que costuma utilizar abrem mão do figurativo e mergulham num jogo abstrato, no qual as questões se tornam muito plásticas.

            Isso significa uma progressiva aquisição de recursos e o desenvolvimento de uma linguagem própria em termos de gerar um estilo regido pela coragem de estabelecer uma relação com a realidade mediada pela tela, mas que não se encerra nela, ultrapassando-a em termos plásticos e existenciais.

            A partir da flora da região central do Brasil, Adriana Brito constrói um universo de elos e possibilidades. Elas são mais ricas quanto mais propõem captar a  essência do cerrado, principalmente suas ricas colorações e variáveis. Assim, a beleza da natureza pode ser cada vez mais expressa com técnica e sensibilidade.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

 

 

 

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Rajado XXXI 
140x150 cm técnica mista sobre tela sem data

Adriana Brito 

 

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