por Oscar D'Ambrosio


 

 


Adão Rodrigues

 

            Olhar diferenciado sobre a cultura mineira

 

            Quando se observa o trabalho de Adão Rodrigues pela primeira vez, entra-se numa dimensão marcada pelas raízes e tradições mineiras. O assunto fascina logo ao primeiro olhar, mas o tema não pode se sobrepor à forma como o artista, nascido na Zona da Mata mineira, em 1949, resolve suas telas.

            A matriz de seu pensamento está no conceito que provém do desenho. Isso significa um treinamento de anos na melhor maneira de olhar e construir um quadro. Coloca-se em xeque a forma de composição e o traço, assim como as respostas do criador mineiro a cada desafio que surge em termos de realização visual.

            O fato de numerosas obras abordarem a riqueza da cultura popular do Estado em que nasceu não pode limitar o seu horizonte plástico. Numa série como a marcada pelo diálogo entre flores e o universo de crianças brincando, por exemplo, articula o que há de melhor em sua pesquisa visual: uma certa ingenuidade com o domínio do espaço.

            Adão Rodrigues, ao construir sua trajetória plástica, oferece o seu olhar sobre o rico paradigma da arte mineira de matriz popular. Vê ângulos novos dentro do princípio maior de que saber ver e desenhar de modo diferente aquilo que a realidade apresenta é o passo fundamental da construção dos alicerces de uma poética própria e diferenciada.

 

Oscar D’Ambrosio, jornalista, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes (IA) da Unesp, câmpus de São Paulo e integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil).

 

 

 

 

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  Minas em flores
óleo sobre tela 40x60 cm 2007

Adão Rodrigues

 

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