Giov. D'And. |
O
PODER DA ARTE Conhecereis
a verdade e ela vos libertará. (Jesus)
A máxima acima é capaz de nos facilitar a saída dos grilhões da ignorância.
Entretanto, sabemos também o valor da intuição (acreditando nós, ou não,
nesta força), no caso em que alguns de nós somos capazes de antever situações
ou de gerar descobertas em quaisquer campos comportamentais em que muitos teriam
que refletir e pesquisar para encontrar algum tipo de resposta naquilo em que se
busca. E, no
processo de descoberta da vida, entra a arte aqui facilitando o equilíbrio das
emoções quando esta, a arte, se volta para um ideal superior. Ouso crer, então,
que a humanidade saindo dos instintos, passando pelas sensações e rumo ao
encontro das emoções neste descobrir da mecânica do Universo, com melhor
equilíbrio d’alma, situação esta que pode a arte muito favorecer, fica
menos penoso, menos doloroso lidar com certas questões da vida. E, se alguém
reporta a mim grandes nomes da ciência e da arte que muito colaboraram com o
despertar das emoções superiores na humanidade, apesar dos altos e baixos
emocionais, imagino de pronto o quão mais teriam feito, em seu estágio de
genialidade, se equilibrassem um pouco mais o nível emocional, estado de espírito
que muito pode a arte contribuir.
A arte, então, tem efeito subjetivo
imensamente superior ao objetivo; o que pode ser visto nas obras artísticas é
apenas a "ponta do iceberg" do que assimila o artista das experiências
da vida. O pensamento quando voltado para a arte em todas as suas manifestações
artísticas num “algo mais” que polariza a esperança da alma refletindo um
bem-estar corporal será visto apenas numa chispa (a obra) da imensa chama de
luz que povoa o mundo interior do artista já rico de tais experiências na área
do pensar e do sentir, e em menor monta, mas já sendo levemente vislumbrado em
aquele que se dispõe a caminhar por estas trilhas, enveredando suave e
paulatinamente pela irmã arte... Então, um pouco mais pleno de nobres emoções
poderá a pessoa vislumbrar mediante a intuição parcela da ciência do
Universo, a sabedoria do bem viver e, conhecendo a verdade, ainda que
parcialmente, ela, outrossim ainda que parcialmente, o libertará.
No meu modesto trabalho procuro muitas vezes
utilizar o abstrato não como fim da obra, mas como meio para realizar a mesma e
através de tintas “salpicadas”, pontos, linhas e espaços, formas ordenadas
ou aparentemente desordenadas e variados matizes em seus infinitos tons, fazer
surgir na mente do observador flores, paisagens, pessoas ou galáxias; estrelas
e mundos ainda não descobertos pela ciência, mas já antevistos de forma
subjetiva na mente do artista que parcamente mal retrata as grandezas da criação
do Rei do Firmamento.
No mais, desejo muita paz para você que ora
entra em contato comigo através de minhas criações artísticas... E do sutil
liame que nos liga, esta ode de valorização ao belo. Mas, no fundo, no fundo
eu gostaria que você também participasse de uma maneira ou de outra em algum
processo artístico a fazer você descobrir novos horizontes emocionais, um
tanto distante das turbulências da sociedade hodierna.
.Giovanni
D'Andrea
Flores ao Vento. 130X90 cm
Orion. 40X40 cm
Orvalho da Manhã. 55X38 cm
Primavera. 38X29 cm
Ursa Maior. 40X40cm
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